Hélio Nishimoto participa de CPI contra o trabalho escravo
O deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB), vai participar da Comissão Parlamentar de Inquérito, “Contra o Trabalho Escravo”, instaurada no dia 23 de abril deste ano na Alesp (Assembléia Legislativa de São Paulo). Nishimoto é membro titular da comissão.


Hélio Nishimoto participa de CPI contra o trabalho escravo na Alesp
Divulgação/Hélio Nishimoto
O deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB), vai participar da Comissão Parlamentar de Inquérito, “Contra o Trabalho Escravo”, instaurada em abril deste ano, na Alesp (Assembléia Legislativa de São Paulo).
Representante da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte na Alesp, o deputado afirma que a CPI, ainda está no início das investigações e visa investigar a prática velada de trabalho análogo à escravidão em todo o estado, principalmente na RMVale.
Trabalho análogo
Por meio de sua assessoria, o deputado informou que o trabalho análogo à escravidão é aquele que priva o funcionário de sua dignidade e da liberdade para receber corretamente e justamente por sua produção.
“Já temos conhecimento de muitas empresas que se valem dessa categoria de ‘trabalho’ que, na verdade, configura um modelo moderno de escravidão. Inclusive na Serra da Mantiqueira. Na medida em que as investigações avançarem teremos mais informações. Esse módulo é encontrado em alguns segmentos, com ênfase na indústria têxtil, que produz roupas para algumas grandes marcas” “, afirma Nishimoto.
Dados enviados pela assessoria de Nishimoto mostram uma estimativa com cerca de 250 mil pessoas submetidas à condições degradantes no setor têxtil, no estado de São Paulo. A construção civil é o segundo setor que mais explora esse tipo de mão de obra, seguido do segmento de sucroalcooleiro e carvoarias da Serra da Mantiqueira. “Como deputado estadual do Vale do Paraíba, estou muito atento às possíveis ocorrências nas cidades da RMVale”, completa Nishimoto.
Segundo o gerente do Ministério do Trabalho e Emprego de São José dos Campos, Mário Tanaka, desde que assumiu a gerência da unidade há um ano não foram identificados casos de trabalho escravo na RMVale. “Atendemos mais de 40 cidades e tivemos denúncias em algumas. No ato da fiscalização, porém, encontramos várias irregularidades, mas não o trabalho escravo”, afirma.
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