Histórias de Aparecidas: quando a devoção à santa começa pelo nome
Às vésperas do Dia de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), o Meon conta a história de quatro fiéis cuja devoção à Padroeira do Brasil começa na própria certidão de nascimento e atravessa gerações. O ‘Aparecida’ que figura no nome dessas mulheres é motivo de orgulho.

Às vésperas do Dia de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), o Meon conta a história de quatro fiéis cuja devoção à Padroeira do Brasil começa na própria certidão de nascimento e atravessa gerações. O ‘Aparecida’ que figura no nome dessas mulheres é motivo de orgulho.
Essas diferentes Aparecidas têm mais que o nome que carregam em comum. São histórias que unem provações e graças atendidas em difíceis momentos da vida.

Inesperado nascimento determinou escolha do nome de Aparecida Teles
Reprodução/Facebook
Aparecida Teles Faria Moreira, 68 anos
A história desta Aparecida tem início em uma época que para sair de São José dos Campos e ir até Aparecida ainda era preciso embarcar em um carro de boi até as proximidades de Eugênio de Melo para ingressar no trem. Pois foi este o caminho que o pai, Geraldo, e a mãe, Benedita -à época grávida de oito meses- seguiram para visitar a cidade que leva o nome da santa.
Pela agitação da viagem, pouco depois de assistir à missa, Benedita entrou em trabalho de parto no hotel em que o casal passava a noite. Contando com a ajuda da irmã, parteira, foi naquela cama mesmo que Benedita deu a luz a uma menina no dia 1º de abril.
“Na verdade, era para eu me chamar Aucídia. Mas depois de toda a história do parto ter acontecido em Aparecida, providencialmente minha mãe me colocou esse nome do qual me orgulho muito. Meu pai sempre me contava que teve de fazer o caminho todo de volta para buscar meu enxoval, já que ninguém esperava que eu nascesse ali. O mais engraçado é que pouca gente acreditou por ser 1º de abril”, conta.
Como não podia deixar de ser, Aparecida mantém desde sempre uma relação de devoção à santa, a quem pede proteção para ela e familiares todos os dias. “No dia 12 é hora de agradecer por todas as orações atendidas”.

Oitenta anos de devoção à Nossa Senhora: “comigo nos momentos mais difíceis”
Flávio Pereira/Meon
Maria Aparecida Silva, 80 anos
O nome Maria Aparecida, uma homenagem à Padroeira do Brasil, sempre foi motivo de orgulho para a aposentada natural de Cruzeiro. De família católica, a devoção à santa começou já na adolescência, quando, com pouco mais de 14 anos, começou a participar das ações da igreja.
“Foi nessa época que comecei a entender o que a santa representa para mim. Sua mensagem de amor e proteção até hoje me emociona. A considero como a minha mãe celestial, para quem não só peço graças e proteção, mas também agradeço pelos meus parentes e peço interseção por aqueles que já se foram”, afirma.
Com quatro filhos e oito netos, a aposentada afirma que é nos momentos mais difíceis para a sua família que ela se conforta na fé em Nossa Senhora.
“São momentos em que só ela me conforta, como quando, durante o Natal, um dos meus filhos e meu sobrinho foram assaltados e os bandidos levaram o carro com os dois juntos. Graças à santa, os dois voltaram sem um arranhão”.

Após uma cura, Aparecida é incorporado ao nome de Bernadete
Reprodução/Facebook
Aparecida Bernadete Pereira, 63 anos
O nome de Aparecida Bernadete é uma homenagem da mãe, também devota, por uma graça alcançada logo após seu nascimento. Aparecida conta que sofreu com uma paralisia facial quando ainda era recém-nascida, o que fez a mãe prometer que, curada do problema de saúde, batizaria a filha com o nome da Santa.
“Naquela época este problema era mais sério e a preocupação dos meus pais era que eu ficasse com a paralisia a vida inteira. Foi aí que minha mãe pediu a interseção da santa. Sem esse incidente, meu nome seria só Bernadete”, conta.
Após curar-se do problema de saúde dos primeiros dias de vida, Aparecida conta que ocorreram muitas outras comprovações durante uma vida de devoção à Nossa Senhora e atividades dedicadas à igreja.
“O dia 12 para mim é um momento de agradecer muito àquela que está do nosso lado todos os dias e que intercede por nós nos momentos em que mais precisamos. Sempre que posso vou a Aparecida para celebrar o dia de Nossa Senhora”, afirma.

Terceira geração de Aparecidas, Lorraine mantém a tradição de devoção à santa
Flávio Pereira/Meon
Lorraine Aparecida Cardoso Castro, 31 anos
Em sua família, Lorraine já faz parte da terceira geração de mulheres que carregam o nome Aparecida. A devoção à santa é parte importante da rotina familiar e, desde criança, a dona de casa aprendeu a admirar a Padroeira do Brasil, da qual leva o nome com orgulho.
O marido, Casemiro dos Reis, a acompanha na devoção e, por três vezes, já realizou o caminho entre São José dos Campos e Aparecida a pé. Sem o mesmo pique do marido, Lorraine segue a viagem de carro, oferecendo assistência e assistindo as missas no Santuário.
“Nossa maior graça conquistada foi eu ter conseguido engravidar. Já estávamos tentando há três anos e, enfim, conseguimos formar uma família. Para mim, que sempre quis ter um filho, foi um período muito difícil. Mas é justamente nessas horas que precisamos nos apegar mais à nossa mãe protetora”, diz.
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