Homem morre após esperar mais de uma hora pelo Samu
Secretaria de Saúde afirma estudar uma solução para diminuir a espera

A família Nascimento procura uma explicação sobre a demora do atendimento das ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na cidade.
O caso vivido pela família, na noite de quarta-feira (22), terminou com a morte do aposentado Edson da Silva Nascimento, 59 anos, que vinha se recuperando de uma cirurgia realizada em dezembro do ano passado no Hospital Municipal.

Edson Nascimento com a filha Camila
Arquivo Pessoal
“Na primeira ligação, por volta das 19h, meu pai estava guardando, com muita dor. Nós não tínhamos a estrutura para levar ele ao hospital com um carro comum. Ele estava em uma posição que a dor não deixava ele se mexer e estava vomitando. Ligamos para o 193 e 190, que encaminharam o chamada para o 192, mas quando chegou, às 21h, ele já estava morto”, relata a filha da vítima, Camila Reis Nascimento.
Ela quer que seja esclarecida a razão da demora do atendimento que pode ter agravado o quadro de saúde do aposentado.
“O meu maior objetivo é saber por que ele não teve atendimento mais rápido. Em uma das ligações a atendente informou que teria duas ambulâncias em funcionamento para a cidade. Tudo bem aguardar, mas apenas duas ambulâncias vão salvar a vida de quem?”, questiona Camila.
Janete Serão, 52 anos, é vizinha da família e ficou revoltada com o caso.
“Infelizmente isso é um problema crônico. Porque quando você vê um familiar necessitando de uma ajuda, apoio e respaldo, deve ser de imediato. Não deve ter espera ou demora. Os governantes precisam tomar uma providência diante disso”, relata a administradora Janete Serão, 52 anos.
Samu
A Secretaria de Saúde se manifestou por meio de nota oficial, informando que o primeiro contato foi realizado as 19h38 e que uma viatura de outra região foi acionada apenas às 20h10, pois as duas ambulâncias da zona norte estavam em atendimento.
“Às 19h42, foi feita a classificação de risco pelo médico com base no relato da família. As duas viaturas do SAMU que servem a base da região Norte estavam em atendimento no momento da primeira ligação. A equipe chegou ao local às 20h35, encontrando o paciente já sem vida”, diz a nota.
Sobre o questionamento da família, a pasta alega que houve um excesso de atendimento no momento da ocorrência.
“No período da primeira ligação até a chegada da viatura na casa do paciente, o SAMU atendeu 45 chamados e realizou 16 intervenções com suas viaturas médicas de emergência”, explica a nota que ainda completa.
“A coordenação do SAMU informou que fará um estudo para avaliar a necessidade de aumentar o número de viaturas em sua base de operações na região Norte, visando diminuir o tempo de espera quando vários atendimentos estiverem ocorrendo ao mesmo tempo, como aconteceu na última quarta-feira à noite.”
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