Idosa de 65 anos é levada por enxurrada na zona leste de São José
Ela foi arrastada pela força da água após tentar atravessar a rua


Pilar teve a bermuda rasgada ao ser arrastada pelas águas na zona leste
Pedro Ivo Prates/Meon
Uma idosa, de 65 anos, foi arrastada por uma enxurrada na rua Perpétua, no Jardim Ismênia, durante a chuva que atingiu São José dos Campos, na tarde desta terça-feira (7), por volta das 17h30.
Pilar Balgas Boiani, natural de Nova Iguaçu, estava retornando do Centro da cidade, quando foi levada pela água após descer no ponto de ônibus e tentar atravessar a rua. “Eu vinha do Centro, desci no ponto de ônibus e vi a força da água. Aí pensei em circundar a pracinha, quando vi que estava muito forte, mas não deu tempo. Fui dar um passo e água me carregou”, relata a aposentada.
A idosa gritava por socorro enquanto era levada pela enxurrada para a parte mais baixa da rua. Alguns moradores ouviram e tentaram ajudá-la. “Eu estava perto da janela, quando ouvi os gritos e vi a correnteza trazendo ela e sai correndo. Foi o tempo de sair e tirar ela da água”, conta Rubens Pires de 26 anos, que levou e resgatou a vítima para a sua casa.
“Um rapaz me pegou no colo e me levou pra casa dele. Só quando ele me soltou foi que abri os olhos. A família me ajudou, me deixou tomar um banho, me deu roupas, todos foram como um anjo”, explica a Pilar.
“Não dava para pensar. Tinha hora que parecia uma onda gigantesca. Eu boiava, afundava e voltava. Fiquei com arranhões nas nádegas, pernas e braços, até rasguei a bermuda”, diz a mulher.
A moradora que ofereceu a casa para ajudar a idosa diz que é comum o alagamento da rua, mas foi a primeira vez que viu alguém ser levado. “Vemos na televisão e achamos que não acontece, mas eu vi acontecer. Foi muita emoção quando conseguimos resgatar, porque se ninguém tivesse visto, ela teria morrido afogada”, comenta a dona de casa Maria Lúcia Pires, de 64 anos, que ajudou.
Recuperação
Pilar está se recuperando do susto em casa, onde mora sozinha aos fundos de um terreno na rua Gameleiras, paralela ao local do acidente. “Se eles não tivessem me resgatado eu ia cair no bueiro e ninguém ia saber de mim. Agora é ficar em casa e tentar melhorar as dores. Já considero os que me ajudaram como uma segunda família”, finaliza.

Idosa se recupera sozinha em casa
Pedro Ivo Prates/Meon
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