Inpe aposta nas imagens de satélites para monitorar desastres naturais
Como agir diante de um desastre natural como uma enchente? Um grupo de pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de São José dos Campos e Cachoeira Paulista tem se empenhado para isso e conta com uma ajuda. Os profissionais podem processar e analisar imagens de satélite que chegam do International Charter Space and Major Disasters, um consórcio de instituições e agências espaciais que fornece dados de satélites para auxiliar na gestão de enchentes e outros desastres naturais no mundo todo. Além do Brasil, participam do consórcio países como Estados Unidos, Coréia, China, Alemanha e Rússia.


Imagens da chuva em Rondônia analisadas pelo Inpe
Reprodução/Inpe
Como agir diante de um desastre natural como uma enchente?
Um grupo de pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de São José dos Campos e Cachoeira Paulista tem se empenhado para isso e conta com uma ajuda. Os profissionais podem processar e analisar imagens de satélite que chegam do International Charter Space and Major Disasters, um consórcio de instituições e agências espaciais que fornece dados de satélites para auxiliar na gestão de enchentes e outros desastres naturais no mundo todo. Além do Brasil, participam do consórcio países como Estados Unidos, Coréia, China, Alemanha e Rússia.
Segundo o chefe da Divisão de Geração de Imagens do Inpe, Ivan Márcio Barbosa, é um grande avanço. “Essas imagens permitem avaliar consequências e planejar ações de Defesa Civil, por exemplo”.
No Brasil, o Charter é acionado a pedido do Ministério da Defesa ou do CENAD, o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres do Ministério da Integração Nacional, coordenado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, as únicas instituições autorizadas a pedir essas imagens.
Funciona assim. O consórcio gera as imagens da região do desastre para o Inpe que analisa e envia relatórios para a Defesa Civil e também para o Ministério da Defesa.
O Brasil já utilizou esse recurso quatro vezes, a última foi no dia 21 de março, quando uma forte chuva atingiu Rondônia.
O país também contou com a ajuda dessas imagens em janeiro 2012 para analisar a situação das enchentes nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. E em janeiro de 2011 quando a capital fluminense foi atingida pela chuvas.
Em 2008, o Brasil precisou da ajuda da vizinha Argentina para analisar imagens da chuva em Santa Catarina. “Naquela época, o país ainda não fazia parte oficialmente do Charter e, por isso, não podia acioná-lo diretamente”, conta Barbosa.
Posts Relacionados

Grupo Muffato investe R$ 65 milhões e confirma chegada do Max Atacadista em Jacareí

Certifica Cephas abre inscrições para certificação profissional

Homem é preso no Urbanova por violência psicológica e posse ilegal de arma de fogo
