Impasse sobre futuro do Teatrão pode chegar ao fim neste mês em São José
O futuro do Teatrão, na Vila Industrial, pode ser definido ainda neste mês. Segundo a Tribunal de Justiça de São Paulo, o processo movido pelo Ministério Público para devolver a posse do complexo esportivo para a Prefeitura de São José dos Campos aguarda a sentença final desde 9 de abril.












O futuro do Teatrão, na Vila Industrial, pode ser definido até o final deste mês. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o processo movido pelo Ministério Público para devolver a posse do complexo esportivo para a Prefeitura de São José dos Campos aguarda a sentença final desde 9 de abril.
A decisão será tomada pelo juiz Silvio José Pinheiro dos Santos, da 1ª Vara Cívil da Fazenda de São José. A sede social do São José Esporte Clube, doada em 1981 na gestão do ex-prefeito Joaquim Bevilacqua, está abandonada na região leste da cidade. O prédio necessita de reformas.
Quando assumiu o mandato, em janeiro de 2012, o prefeito Carlinhos Almeida (PT), confirmou seu projeto de transformar o Teatrão em um centro poliesportivo para a população da Vila Industrial e região.
Na época, a prefeitura chegou a oferecer em troca da retomada do complexo a construção de um Centro de Treinamento e sede administrativa para o São José E. C., mas, apesar de diversas reuniões, nenhuma decisão foi tomada.
O processo de Responsabilidade de Administração foi aberto em maio de 2012 pela Promotora de Patrimônio Público de São José dos Campos, Ana Chami, que pede a anulação do termo de doação do imóvel ao clube.
Para o oficial do MP, Alex Nóbrega, que também acompanha o processo, a Justiça deve se pronunciar até o final de junho. “Acreditamos que o juiz não tenha muitas opções e o Teatrão deve voltar para a prefeitura. Houve mau uso da área e o São José E. C. não fez melhorias, tinha que ter aberto ao publico. Agora a prefeitura propôs transformar o lugar em um poliesportivo. Até semana que vem o juiz deve se decidir. Houve alguns entraves no processo envolvendo os sócios do clube, que teriam direito sobre a área, mas agora a decisão é da Justiça”, afirma.
Nos últimos três anos, diversos acordo para revitalização do Teatrão foram tentados entre a prefeitura e a presidência do clube. Na administração de Robertinho da Padaria, o São José pensava em assinar um acordo para que a prefeitura usasse 70% do espaço e o clube os outros 30%. A proposta chegou a ser discutida pelo novo presidente do São José, Benevides Ferneda, o Geléia, mas sem avanços.
Recentemente, Geléia afirmou que pretendia conseguir um patrocinador para uma parceria. A ideia era terceirizar a administração do Teatrão. Pela proposta, a empresa que assumisse o clube arcaria com as despesas da reforma, orçada em R$ 8 milhões, para explorar o uso do complexo. Em contrapartida, o São José teria um espaço fixo para treinar.
Sem planos
Procurada pelo Meon, a Prefeitura de São José informou que a ação que propõe a reversão do Teatrão ao patrimônio público é de autoria do Ministério Público e que a administração foi incluída como polo ativo por seu interesse direto no tema. Segundo a assessoria de imprensa, o governo municipal acatará o que for decidido pela Justiça.
Sobre as negociações, a prefeitura informou que não tem qualquer proposta em estudos para uso do Teatrão da Vila Industrial, uma vez que a situação do equipamento está sub júdice.
Procurado pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, o presidente do São José E. C., Benevides Ferneda, não havia se manifestado sobre o caso.
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