Candidatos que disputam o comando da FCCR falam sobre suas propostas
Conheça as ideias dos possíveis nomes a frente da cultura em São José


Aldo Zonzini, André Ravasco, Gabriel Silva e Vicente Cioffi (da esq. para a dir.)
Arquivo
Todos os candidatos indicados para compor a Lista Tríplice reforçaram a satisfação com a última gestão à frente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e contaram que, em suas possíveis administrações, o trabalho seguirá em frente, além dos planos de implementar algumas novidades dentro do meio cultural.
Os nomes já conhecidos na área artística, André Ravasco, Gabriel Alves Silva Junior e Vicente Cioffi, devido à atuação direta com a FCCR, acreditam no incentivo à formação cultural, ampliando a abrangência e profundidade dos cursos. Também apontam a preocupação com os investimento na cultura, relembrando a criação do Fundo Municipal Cultural, e ainda reforçam que a tradição deve ser mantida e redescoberta pelos agentes culturais e por toda a população.
A votação que deve definir os nomes da Lista Tríplice, para concorrer ao cargo de diretor-presidente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, acontece na próxima quarta-feira (12).
Em entrevistas exclusivas, cada candidato apresentou suas propostas e novidades que poderão vir a ser implementadas em uma possível futura gestão. Confira, abaixo, os principais pontos das entrevistas:
André Ravasco
Ator, produtor cultural e membro do Teatro da Rua Elisa, André Ravasco acredita na política cultural sobre quatro pilares: fluição, formação, fomento e manutenção dos equipamentos e prédios.
“A circulação dos bens culturais, como as linguagens e manifestações artísticas fluindo pelo município. Avançar no que já é oferecido na área de formação de artistas. Investir na arte de forma eficiente e, por último, fazer fluir a riqueza da arte nos espaços públicos e privados, priorizando a manutenção”, detalhou Ravasco.
Com uma carreira de mais de 20 anos, o produtor cultural busca colocar em prática a sua experiência na área. “Temos que avançar junto da comunidade, dos artistas e produtores culturais. Os sistemas políticos de incentivos são propostas positivas que devem ser estudadas e trabalhadas”, disse.
Ele também falou da sua preocupação com a educação. “A Fundação cumpre a função importante de formação, mas precisamos avançar com cursos mais aprofundados dentro da área de artes e manifestações populares. Tornar a área da Tecelagem Parahyba um grande complexo artístico e cultural, atraindo até o interesse de universidades no campo da arte, humanas e filosofia”, completou.
Gabriel Alves
Funcionário público municipal, engenheiro civil, advogado, membro do conselho deliberativo da FCCR, membro do conselho gestor do FMC (Fundo Municipal de Cultura) e representante do Teatro da Rua Elisa, Gabriel Alves Silva Junior considera essencial a ampliação e aprofundamento do trabalho da fundação para haver mudanças.
“É fundamental ampliar os equipamentos de cultura para regiões onde permitirá a inclusão dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, permitindo o exercício da cidadania e a dignidade da pessoa humana”, comenta o conselheiro.
Ele afirmou que a fundação também deve trabalhar com o resgate da cultura. “É necessário o debate para maior aplicação de verbas para a cultura, pois assim, de forma interdisciplinar, estará aplicando na saúde, na educação e na qualidade de vida. Além disso, é preciso resgatar espaços e disponibilizá-los, com sua função social e cultural, como o Complexo da Tecelagem, por exemplo, por meio de um plano de uso elaborado com a sociedade civil e movimentos sociais“, completa o candidato à nova gestão.
Vicente Cioffi
Funcionário público de carreira da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, ambientalista e ex-diretor administrativo da FCCR, Vicente de Morais Cioffi defende uma recomposição no quadro de funcionários da fundação, podendo assim viabilizar novos projetos e fortalecer os mecanismos artísticos, em São José.
“Se impõe urgentemente uma reestruturação administrativa e, principalmente, uma recomposição do seu quadro funcional para atender com eficácia e eficiência a população joseense, ampliando suas ações culturais nas regiões mais distantes do nosso município”, disse.
Para essa mudança, o gestor cultural acredita na necessidade da contratação de novos colaboradores e esse seria o ponto diferencial na sua administração. “A grande novidade que busco trazer é exatamente a possibilidade de realizar concurso público para contratação de servidores para a instituição e, principalmente, garantir um plano de cargos, carreiras e vencimentos digno para os atuais e futuros empregados e servidores da FCCR”, explica.
Cioffi também destacou a importância do investimento financeiro. Disse que na última gestão, ocorreram diversas ações que fizeram avançar esse ponto, mas que o trabalho precisa continuar.
“O que precisa urgentemente ser resolvido é a ampliação do orçamento da FCCR para dar conta das demandas do município, na gestão da cultura. A ampliação dos recursos para o Fundo Municipal de Cultura e para o orçamento da FCCR, para no mínimo 1,5% do orçamento municipal. Atualmente, temos menos de 1% previstos”, conta.
Aldo Zonzini
Ex-secretário de assuntos jurídicos de São José, na gestão de Eduardo Cury (PSDB), ex-presidente da OAB de São José e atual administrador provisório da FCCR, Aldo Zonzini Filho apresenta uma proposta de gestor para organizar a área cultural da cidade, acompanhado de uma equipe vinculada ao meio artístico. A entrevista completa com o candidato você confere clicando nesse link: http://bit.ly/2nsxutS
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