Inpe vai ampliar áreas de coleta de dados em 2020, afirma ministro
Entre as atividades, instituto fará monitoramento de oceanos e Antártida


O ministro Marcos Pontes na abertura do Fórum Regional sobre Inteligência Artificial na América Latina e Caribe
Foto: Marcos Santos/USP
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, anunciou hoje (12) que, no ano que vem, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outras organizações vinculadas à pasta irão passar por modificações. Segundo ele, a remodelação tem por base diretivas do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), subordinado ao ministério.
No caso do Inpe, disse o titular do MCTIC, a mudança implicará em um acréscimo nos levantamentos pelos quais responde. “Dentro dessa reestruturação para melhoria de gestão e para alinhamento, digamos assim, de atividades de sinergia entre os institutos, o Inpe deve receber um acréscimo em termos de dados e coletar não só esses dados que já faz, ou seja, meteorologia, queimadas, desmatamento, mas também devem ser somados dados sobre oceanos, da Antártida, poucos tipos de dados sobre terreno brasileiro, agricultura etc, para formar um grande repositório”, afirmou, na abertura do Fórum Regional sobre Inteligência Artificial na América Latina e Caribe, coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em conjunto com o governo brasileiro e com a Universidade de São Paulo (USP). A programação segue até amanhã (13).
Atualmente, fazem parte das atribuições do Inpe estudos e experimentos nos campos da aeronomia, astrofísica e geofísica espacial. O instituto também apresenta informações de previsão de tempo e nas área de estudos climáticos, engenharia e tecnologia especial e observação da Terra.
O ministro pontuou que a proposta é estabelecer uma ligação entre o arquivo, processado por um supercomputador de origem nacional, e bancos de dados de outros países. O objetivo final é criar uma ferramenta de monitoramento climático.
“Esse trabalho em conjunto, tenho certeza de que vai ser muito mais eficiente, do ponto de vista global, do que um só país fazendo ações isoladas. Nós vivemos em um sistema, que exige respostas em sistema também”, justificou Marcos Pontes.
Ministro lança consulta pública para a Estratégia Brasileira de IA
Durante o evento, o ministro lançou a consulta pública da Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial. O objetivo é submeter um conjunto de questões a contribuições de qualquer cidadão, para ajudar a definir uma política que potencialize os benefícios da IA no Brasil e a solução de problemas concretos.
Entre as áreas que podem se beneficiar da IA no Brasil estão destacadas na proposta o aumento da competitividade e produtividade, a prestação de serviços públicos, a qualidade de vida da população e a redução das desigualdades sociais. A consulta já está disponível na plataforma Participa.br (participa.br/profile/estrategia-brasileira-de-inteligencia-artificial) e estará aberta até as 23h59 do dia 31 de janeiro de 2020.
O documento-base propõe seis eixos verticais (Educação e capacitação; Força de trabalho; Pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo; Aplicação pelo governo; Aplicação nos setores produtivos; e Segurança pública) e três eixos transversais (Legislação, regulação e uso ético; Aspectos internacionais; Governança de IA). Ao final de cada um, o cidadão pode opinar em perguntas abertas e inclusive sugerir tópicos que não estejam presentes na proposta.
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