Insatisfação popular com políticos vai influenciar na decisão dos eleitores

A insatisfação da população com os governantes que motivou a onda de protestos populares que ganhou as ruas em 2013 e 2014 em todo o Brasil deve influenciar na decisão dos eleitores na escolha dos deputados estaduais e federais, governador e presidente.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Manifestos foram realizados em junho de 2013 em São José dos Campos

Divulgação/Cristian Martins

A insatisfação da população com os governantes que motivou a onda de protestos populares que ganhou as ruas em 2013 e 2014 em todo o Brasil deve influenciar na decisão dos eleitores na escolha dos deputados estaduais e federais, governador e presidente.

A avaliação é da cientista política Dora Soares, que acredita que os manifestos vão retornar, principalmente, próximo ao período eleitoral. “As pessoas querem projetos concretos, que sejam pautados no combate à epidemia do crack, políticas de prevenção para a saúde, projeto para acabar com a corrupção, entre outros que precisam ser esclarecidos pelos candidatos”, comenta.

Nas cidades da RMVale, os protestos contra o aumento da tarifa de ônibus e à corrupção na política e as reivindicações por melhores serviços públicos teve a adesão, principalmente, de estudantes que saíram em passeata pelas ruas e paralisaram a via Dutra, principal acesso entre São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com a cientista política Dora Soares, as manifestações refletem a insatisfação da população com os governantes que, de alguma forma, não atenderam às reivindicações.

“Os protestos começam por diversos apontamentos e insatisfações. Infelizmente, em alguns casos, as manifestações perderam o foco com a participação dos black blocs, mas a própria população se afastou quando percebeu o desvio do manifesto”, afirma a cientista.

Em uma avaliação sobre o amadurecimento do processo de votação, Dora Soares ressalta que é preciso mudanças. “O eleitor está consciente, o problema está na estrutura política que não permite o avanço. É preciso discutir os projetos e ideias e não os nomes e siglas das legendas”, completa.

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