Instituto cria plataforma para oferecer mão de obra especializada
Engenheiros oferecem alternativa para se recolocarem no mercado


Grupo cria plataforma para recolocação de profissionais no mercado
Divulgação
Um grupo de engenheiros de São José dos Campos criou um instituto para criar e identificar oportunidades para profissionais especializados. O e-IMI (Instituto de Gerenciamento de Informação), vai oferecer mão de obra para as empresas, por Pessoa Jurídica, por meio de uma plataforma digital.
As empresas interessadas fazem um convênio com o instituto, que especificam os profissionais que precisam e serão indicados aqueles que tiverem o perfil mais próximo da posição em aberto.
“São todos profissionais altamente especializados, com mais de 30 anos de experiências e que foram demitidos e precisam de uma recolocação no mercado. Queremos atender profissionais de diversas áreas”, disse Paulo Gomes, presidente do e-IMI.
O projeto beneficiam as empresas, pois conseguem contratar um profissional para um trabalho em específico e com tempo pré-determinado e para a mão de obra, que pode conseguir uma reinserção no mercado e ampliar a sua área de atuação.
“É uma parceria colaborativa. Hoje o Brasil ainda está em crise e ela ainda vai passar. Depois que passar o Brasil vai precisar de ideias, empreendedorismo. Temos vários profissionais qualificados para colocar tudo isso em prática”, comenta Gomes.
De acordo com o Instituto, já são quatro empresas parceiras e outras estão em negociação. “Temos o objetivo de fazer um avião. Estamos conversando com um cliente americano e pode ser que haja um interesse. Se não der certo, oferecemos para outros. É um grande provedor de mão de obra”, ressalta Paulo Gomes.
Análise
Para o professor de gestão de pessoas, José Júnior, a iniciativa para oferecer profissionais terceirizados por meio de plataforma é válida.
“Isso é fantástico. Facilita a comunicação e dá livre acesso entre as duas partes. Tudo o que aproxima é muito bom, e neste caso, você tira o intermediário para fazer bons trabalhos”, comenta o professor de gestão de pessoas, José Júnior.
Além disso, a Lei da Terceirização pode ajudar na viabilização dessas plataformas. Isso também pode ser o futuro do mercado de trabalho, de acordo com o professor.
“Já há muito tempo vemos falando do MEI (Micro Empreendedor Individual), você traz a legalidade, das pessoas que trabalharam de maneira amadora e começam a contratar por questões de custo. Não vejo que será somente uma questão de tendência, mas vejo que isto será muito forte em breve”, ressalta.
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