Inverno terá influencia de El Niño e tempo fica seco na RMVale
Baixa umidade do ar e poucas chuvas devem permanecer até setembro


Hidratação é muito importante em períodos de tempo seco
Divulgação/PMSJC/Adenir Britto
O inverno teve início há pouco mais de uma semana e até o momento as temperaturas não baixaram expressivamente nas cidades da RMVale. A causa pode estar associada à atuação do El Niño e a grande área de alta pressão no atlântico sul.
Na região sudeste do país, que incluiu o Vale do Paraíba e Litoral Norte, é comum que este período do ano seja marcado por tempo seco, poucas mudanças nas temperaturas e escassez de chuva. O acoplado se deve, entre outros fatores, a baixa distribuição da umidade no ar.
O El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por aquecimento das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical, aterando o clima com mudanças nos padrões de vento e afetando os índices de chuvas em regiões do país. Neste ano, o fenômeno está com pouca intensidade, porém acompanhado com a alta pressão chamada de alta subtropical.
Segundo a meteorologista Alice Macedo, do Cptec/Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), a atuação em conjunto dos dois sistemas causa aumento de bloqueio e favorece o tempo seco.
“A tendência é de chuvas mais baixas comparadas com as do verão, pois estamos passando por El Niño que atua com fraca intensidade no pacífico e a alta subtropical do atlântico sul. Basicamente, as duas combinações causam um aumento de bloqueio que gera o tempo seco e deixa o ar desconfortável para a população”, diz.
Não há um índice exato sobre a baixa umidade do ar na RMVale, mas abaixo dos 60% é considerada desconfortável para a população, sobretudo em longo prazo. A tendência, segundo a meteorologista do Cptec/Inpe, é que o tempo seco e chuvas fracas permaneçam até setembro na região.
Doenças respiratórias
Com o tempo seco, os problemas respiratórios são mais comuns. Entre os sintomas estão ardência e irritação nos olhos e garganta, tosse seca e boca seca e complicações maiores em pessoas que tenham doenças crônicas, como asma. Especialistas da área da saúde orientam para a hidratação constante e umidificar o ar dos ambientes, que pode ser feito com baldes de água ou umidificadores.
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