Jacareí confirma primeira morte por dengue em 2026 no Vale do Paraíba
Vítima é um homem de 63 anos; óbito é o segundo no estado no ano

Jacareí registrou a primeira morte por dengue de 2026 no Vale do Paraíba e região. A informação consta no Painel de Arboviroses da Dengue, do Governo do Estado de São Paulo, e foi confirmada pela Prefeitura nesta quarta-feira (4).
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Segundo a Secretaria de Saúde do município, a vítima é um homem de 63 anos, que apresentava doenças pré-existentes graves. O óbito ocorreu no dia 27 de janeiro. Em nota, a administração municipal informou que a infecção por dengue foi confirmada por exames analisados pelo Instituto Adolfo Lutz e esteve entre os fatores que contribuíram para a morte.
De acordo com dados do governo estadual, Jacareí soma 451 casos confirmados da doença em 2026 até o momento. A morte é a segunda registrada em todo o estado neste ano — a primeira ocorreu em Nova Guataporanga, no dia 3 de janeiro. Em São Paulo, há 4.373 casos confirmados e outras 18 mortes em investigação.
Situação na região
Na área do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Taubaté, que abrange 39 cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, foram contabilizados 706 casos confirmados de dengue em 2026 até agora. Outros 699 casos seguem em investigação e 1.479 foram descartados. Ainda segundo o levantamento mais recente, duas mortes estão em investigação em municípios da região.
Os dados apontam que, entre as mulheres, cerca de 20% dos casos confirmados concentram-se na faixa etária de 20 a 34 anos. Entre os homens, o perfil é semelhante, com aproximadamente 19% dos registros nessa mesma faixa etária.
Comparação com 2025
No mesmo período do ano passado, até a quinta semana epidemiológica, o cenário era diferente. Em 2025, já haviam sido registradas quatro mortes por dengue — todas em Jacareí. Na época, o município somava 271 casos confirmados, com incidência de 110,89 casos por 100 mil habitantes. Em toda a região, havia 1.068 casos confirmados e nenhuma morte em investigação.
As autoridades de saúde reforçam a importância da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e orientam a população a manter caixas d’água fechadas, evitar água parada e procurar atendimento médico em caso de sintomas suspeitos.
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