Polícia prende homem com arma de numeração raspada e envia caso para o 1º DP após divergência sobre vistoria
Suspeito foi autuado pelo Estatuto do Desarmamento após policiais acharem arma em armário. Caso foi enviado ao 1º DP por divergência sobre entrada em residência

Um homem foi preso em flagrante e autuado pelo crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, com numeração suprimida, após uma ação policial em seu imóvel. Durante a vistoria na residência, os agentes localizaram uma arma de fogo escondida no armário de um dos cômodos, além de um simulacro guardado no guarda-roupa de outro quarto da propriedade.
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A abordagem inicial aconteceu do lado de fora, após o indivíduo demonstrar comportamento suspeito ao levar a mão à cintura nas proximidades da casa. Embora nada de ilícito tenha sido encontrado na busca pessoal imediata, a vistoria interna revelou o armamento. Com base na materialidade do crime, o suspeito foi recolhido ao Centro de Triagem de Jacareí (SP), onde aguardará a audiência de custódia.
O registro policial aponta versões conflitantes entre a equipe que efetuou a prisão e o autuado a respeito da legalidade do ingresso na moradia:
- Relato dos policiais: Os agentes afirmam que a entrada na casa contou com a total anuência do implicado, o qual, inclusive, teria indicado voluntariamente o local exato onde o revólver estava escondido.
- Declaração do suspeito: Em seu interrogatório oficial, o homem admitiu ter adquirido a arma por meio de uma negociação envolvendo uma motocicleta. No entanto, ele negou categoricamente ter permitido o ingresso dos policiais em seu lar. O acusado destacou que sua mãe, Doroti de Jesus Fonseca Araujo, e sua namorada, Carla Cristina Gonçalves, estavam presentes no momento da entrada da equipe e testemunharam o fato.
Diante da necessidade de esclarecer as circunstâncias da abordagem e concluir formalmente a instrução do caso, o procedimento foi encaminhado ao 1º Distrito Policial (DP) para a continuidade das investigações.
O despacho fundamentado da autoridade policial determinou que o relatório final da ocorrência fosse postergado para o cumprimento de diligências consideradas imprescindíveis. Entre as próximas etapas estão a oitiva formal da mãe e da namorada do acusado, além do aguardo dos laudos periciais solicitados para analisar a arma de fogo e o simulacro apreendidos.
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