Joseense caçador de tempestade terá foto publicada no calendário da WMO

Unindo suas paixões pela fotografia e pelas tempestades com raios, o joseense Jéferson Alves coleciona uma respeitável galeria com imagens de fenômenos naturais em São José dos Campos. Pesquisador do Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), onde também faz seu doutorado em geofísica espacial, Alves acaba de ter uma de suas fotografias escolhidas para integrar o calendário internacional da WMO (Sigla em inglês para Organização Meteorológica Mundial).

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Unindo suas paixões pela fotografia e pelas tempestades com raios, o joseense Jéferson Alves coleciona uma respeitável galeria com imagens de fenômenos naturais em São José dos Campos. Pesquisador do Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), onde também faz seu doutorado em geofísica espacial, acaba de ter uma de suas fotografias escolhidas para integrar o calendário internacional da WMO (Sigla em inglês para Organização Meteorológica Mundial).

A foto, feita em março deste ano, registra a chegada de uma tempestade ao bairro Jardim Augusta, na região central. Tirada em preto e branco, a imagem ficou em terceiro lugar entre 500 concorrentes vindas do mundo todo. “É uma imagem que assusta pela grandiosidade da tempestade. Tentei registrar o deslocamento da nuvem, que estava muito carregada. A impressão é que a tempestade vinha varrendo tudo que aparece pela frente”, explica o pesquisador.

Além de figurar no calendário, a premiada fotografia de Alves ainda integrou uma exposição com as outras imagens vencedoras, em Genebra, na Suíça, onde fica a sede da organização. Esta não é a primeira vez que um trabalho do fotógrafo amador é reconhecido. Em 2013, o pesquisador conquistou o segundo lugar no 3º Prêmio CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Fotografia-Ciência) e Arte, com o registro de um raio atingindo o topo de um prédio em São José.

A história na fotografia começou por causa do trabalho como pesquisador de eletricidade atmosférica. No início, as imagens eram apenas registros para ilustrar as apresentações de suas teses, entretanto, o gosto pelos cliques acabou fazendo com que a preocupação com as imagens fosse ficando cada vez maior.

“Antes, por ter que fotografar raios, eu utilizava uma câmera rápida, que não conferia nenhum tom artístico às imagens. Quando visitei um pesquisador em uma universidade dos Estados Unidos e vi que ele usava imagens bem artísticas em suas apresentações, percebi que também podia fazer isso. Foi aí que comprei uma máquina, fiz cursos pela internet e comecei a fazer meus cliques”, afirma.

Depois de tomar gosto pelas fotografias, o pesquisador se transformou em uma espécie de caçador de tempestades. Basta o tempo começar a fechar para que Alves monte seu aparato -que inclui um tripé, banquinho e sua câmera fotográfica- e espere pela chuva, raios e relâmpagos. “Hoje até fotografo outras coisas. Acabou se transformando em um hobby que me dá muito prazer de cultivar”, diz.

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