Joseense vive momentos de tensão durante reintegração de posse com ônibus incendiado em São Paulo
A estilista joseense Claudia Toledo, 29 anos, viveu momentos de tensão na manhã de terça-feira (16) ao ser retirada de um ônibus por manifestantes, no meio do fogo cruzado com a Polícia Militar, durante a reintegração de posse de um prédio no centro de São Paulo.


Estilista joseense, Claudia Toledo, vive momentos de terror em São Paulo
Montagem/Arquivo Pessoal/Claudia Toledo
A estilista joseense Claudia Toledo, 29 anos, viveu momentos de tensão na manhã de terça-feira (16) ao ser retirada de um ônibus por manifestantes, no meio do fogo cruzado com a Polícia Militar, durante a reintegração de posse de um prédio no centro de São Paulo.
No momento da desocupação do edifício do Hotel Aquarius, invadido na Avenida São João, Claudia seguia para o trabalho, no Bom Retiro, também na região central, e se viu presa no trânsito na hora em que começava o confronto entre os ocupantes do prédio invadido e a PM.
Claudia conta que quatro manifestantes entraram no ônibus em que ela estava, tomaram a chave do motorista e retiraram, pelo braço, todos os passageiros para fora do veículo.
“Nesse momento, a polícia começou a atirar balas de borracha e jogar bombas de efeito moral em nossa direção. Pessoas deixavam seus carros, uma idosa que descia do ônibus caiu, e a situação ficou um caos. A polícia, ao invés de nos garantir a segurança, atirava em nós. Foi horrível”, conta a estilista.
As pessoas que deixaram o local do confronto não tinham outras opções para seguir viagem que não fosse voltar às estações de metrô ou ir a pé. “Tentei pegar um taxi, mas o motorista disse que estava tudo fechado para o lado do Bom Retiro, no centro, e tive que andar quase uma hora até o escritório”, conta.
Ao chegar no trabalho, Claudia ficou assustada ao ver que o ônibus que seguia na frente do seu acabou incendiado. “Fiquei muito chocada. Você acaba tendo mais medo da polícia que dos manifestantes ou dos black blocs. Ao invés de dar segurança, eles chegaram atirando e acham que estamos fazendo algo errado, sem perguntar”.
Apesar do medo, Claudia conta que não foi a primeira vez que se encontra em meio à confrontos na capital. “Minha mãe, que vive em São José dos Campos, fica louca com tudo isso, mas já acostumei. Na época das grandes manifestações aqui, tive que me esconder em um bar com meu namorado e convencer um PM que a gente não era manifestante para ele me deixar entrar em casa, perto da avenida Paulista. Hoje a gente brinca, que temos que sair com kit de sobrevivência aqui em São Paulo, que é basicamente um guarda -chuva e uma máscara de gás”, conclui a estilista.
Reintegração
Na manhã desta terça-feira (16), a PM entrou em confronto com moradores de um edifício ocupado no centro de São Paulo, em uma ação para cumprir uma ordem judicial de reintegração de posse. Os ocupantes do Hotel Aquarius não aceitaram a ação e jogaram móveis e objetos contra os policiais, que reagiram com balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. A violência se espalhou pelas ruas do centro que teve lojas invadidas e ônibus incendiados.
Por horas, houve confronto e ruas do centro ficaram bloqueadas. O edifício de 20 andares foi ocupado há seis messes pelo coletivo FML (Frente de Luta por Moradia). Ao final do dia, com o prédio desocupado, o imóvel foi lacrado.
A operação de reintegração de posse terminou com cinco pessoas presas, por causa do arrombamento de uma loja, duas por lesão corporal e uma mulher, sob a suspeita de ter incendiado o ônibus. Outras 80 pessoas foram conduzidas ao 3º DP de São Paulo para averiguação. Segundo a PM, quatro policiais também ficaram feridos no confronto.
Posts Relacionados

Via Dutra terá obras de recuperação do pavimento até 22 de outubro

Prazo de inscrições para o Vestibular Unesp 2027 chega aos últimos dias

Jovem de 16 anos que estava desaparecido é achado morto a tiros no Litoral e Vale
