Justiça adia decisão sobre júri do caso do homem baleado no Pinheirinho

Foi adiada para março a decisão do processo contra o guarda-municipal acusado de balear o ex-morador do Pinheirinho David Whashington Furtado, 32 anos, durante a reintegração de posse do terreno, ocorrida em janeiro de 2012, em São José dos Campos. A juíza Beatriz Queiroz definiu 15 dias para as partes do processo adicionarem suas declarações […]

Escrito por: Beatriz Scotti2 min de leitura
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Foi adiada para março a decisão do processo contra o guarda-municipal acusado de balear o ex-morador do Pinheirinho David Whashington Furtado, 32 anos, durante a reintegração de posse do terreno, ocorrida em janeiro de 2012, em São José dos Campos. A juíza Beatriz Queiroz definiu 15 dias para as partes do processo adicionarem suas declarações finais aos autos. Depois disso, ela deve se pronunciar se absolve o supeito ou se encaminha o processo para júri popular.

A primeira audiência do caso aconteceu na quarta-feira (17) e durou mais de quatro horas. A juíza ouviu, além do acusado e da vítima, outras cinco testemunhas. Caso a ela decida pelo júri popular o acusado pode pegar até 13 anos de prisão se for considerado culpado.

“Nós queremos é que vá para o júri. Todas as provas técnicas são firmes. O exame de balística bate com a arma do guarda. Além disso, tiveram contradições no depoimento dele [do guarda] na delegacia. Ele disse que não havia disparado, aí na audiência ele disse que disparou duas vezes para cima”, disse Antonio Donizete Ferreira, o ‘Toninho’, advogado da vítima.

O caso corre sob sigilo de Justiça e, por isso, o nome do guarda municipal não foi divulgado. O acusado declarou durante a audiência que realmente estava com duas armas no dia, uma pessoal e uma de serviço, mas que ele não disparou o projétil que atingiu Furtado. O advogado da defesa Marcos Vítor de Andrade afirmou que vai conseguir provar a inocência do seu cliente.

O rapaz foi baleado durante a reintegração de posse do Pinheirinho, que aconteceu em 22 de janeiro de 2012. No dia, diversos manifestantes resolveram reagir contra a reintegração de posse e entraram em confronto com a Guarda Municipal. A vítima nega que tenha participado do confronto. Já o acusado afirmou que outros guardas também dispararam com armas de fogo.

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