Justiça adia júri de acusado de matar jovem em frente à balada em São José
Defesa pediu a alteração da data para presença de testemunha ocular


Vara do Júri do Fórum de São José adia julgamento de réu por homicídio
Warley Leite/Meon
O julgamento de Felipe da Silva Guimarães, acusado do homicídio de Synésio Martins, em frente a uma casa noturna de São José dos Campos, em 2013, foi adiado após insistência da defesa. O júri foi remarcado para a próxima segunda-feira (18), às 10h.
O adiamento foi confirmado pela Vara de Júri do Fórum de São José dos Campos e pelo Tribunal de Justiça Estadual, que acatou um pedido de presença de uma testemunha ocular do crime. “A defesa insistiu na presença de uma testemunha importante. O Júri acontecerá no dia 18 de abril, às 10h”, afirmou a assessoria de imprensa dos órgãos.
O advogado de acusação relatou que a ex-namorada do réu é uma testemunha presencial e que teria se ferido ao chegar ao Fórum de São José.
A mulher foi socorrida pela equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada para o pronto-socorro da Vila. A ex-namorada foi liberada por volta das 13h, após acompanhamento médico.
A juíza do caso, Beatriz Afonso Paschoal Queiroz, atendeu aos pedidos da defesa e, por volta das 12h, determinou a mudança de data da sessão, mas ainda aguardou a liberação da testemunha do hospital.
Crime
Em abril de 2013, Synésio Martins, com 27 na época, foi morto a tiros na avenida Luiz Jacinto, na região central de São José dos Campos. No local ficam de diversos bares e casas noturnas onde, em uma delas, teria iniciado a confusão e briga entre a vítima e o suspeito.
Martins teria colocado a mão involuntariamente no cabelo da namorada do acusado, que levou a uma discussão entre os dois. O suspeito saiu da balada para buscar uma arma de fogo e retornou disparando contra a vítima e um casal de amigos.
Synésio e o colega foram baleados com três tiros cada e a jovem que estava junto foi agredida pela namorada do autor dos disparos. A arma utilizada foi encontrada em um matagal próximo ao local do crime.
No mesmo mês, em 2013, o suspeito se entregou à polícia, confessando o crime motivado por ciúme, mas alegava legítima defesa e que estava sofrendo uma injustiça. A namorada foi acusada como coautora, mas o crime foi desqualificado e responde somente por lesão corporal.
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