Justiça afasta Benito Thomaz do comando da Prefeitura de Potim

A Justiça afastou nesta sexta-feira (18) Benito Carlos Thomaz (PMN) do comando da Prefeitura de Potim a pedido do Ministério Público que instaurou inquérito civil público contra o prefeito, suspeito de favorecer um sobrinho em uma licitação para o fornecimento de água para os setores públicos.

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Benito Thomaz (1º à dir.) e Edno Feliz (boné) quando PM foi acionada na praça

Nadia Rabello/Jornal Atos/Divulgação

A Justiça afastou nesta sexta-feira (18) Benito Carlos Thomaz (PMN) do comando da Prefeitura de Potim a pedido do Ministério Público que instaurou inquérito civil público contra o prefeito, suspeito de favorecer um sobrinho em uma licitação para o fornecimento de água para os setores públicos.

O vice-prefeito Edno Felix, o Nenê (PT do B), assumiu o cargo.  Durante a troca de comando, a praça Miguel Correia dos Ouros e as imediações das prefeitura ficaram repletas de manifestantes pró e contra a decisão judicial. A Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos.

Benito Thomaz disse que a decisão chegou de surpresa. “Esperar a gente nunca espera, até nos surpreende. Trata-se de uma decisão judicial e temos que cumprí-la, mesmo não concordando.” Segundo o ex-prefeito, desde o início da ação civil, a prefeitura facilitou as investigações.

O ex-prefeito diz que advogados já estão agilizando o processo para recorrer da decisão, que foi dada pela juíza da comarca de Aparecida, Denise Vieira Moreira. “Temos certeza que vamos retornar. Podemos ficar fora uns três, cinco, 20 dias. Não sabemos quanto tempo isso pode demorar, mas o importante é que a população não pode ser prejudicada”, enfatiza.

Edno Felix também disse que não esperava pela decisão. “Até porque foi uma decisão do Ministério Público. Eu não tive nada a ver com isso, nem a Câmara”. Segundo o prefeito, os trabalhos continuam normalmente na prefeitura. “Somente duas pessoas foram exoneradas, os chefes dos jurídicos, até porque são cargos de confiança”, justifica.

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