Justiça condena tutor a 11 meses de prisão por mutilar cavalo com facão em Bananal
Ele foi mutilado enquanto estava vivo, segundo a polícia

A Justiça de Bananal, no interior de São Paulo, condenou Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz a 11 meses e 18 dias de prisão por maus-tratos após mutilar as patas de um cavalo com um facão. O caso, registrado em agosto deste ano, gerou forte comoção nas redes sociais e levou a investigação da Polícia Civil e denúncia do Ministério Público.
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Segundo a perícia veterinária, o cavalo — chamado Gaúcho — estava vivo quando teve as patas decepadas. O laudo também identificou múltiplas lesões pelo corpo do animal, evidenciando sofrimento extremo.
Confissão e contradições
À polícia, Andrey, de 21 anos, confessou ter usado o facão para mutilar o cavalo, mas afirmou que o animal já estava morto naquele momento. A versão, porém, foi descartada pela perícia, que constatou sinais de vitalidade no momento da agressão.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que os dois participavam de uma cavalgada quando o cavalo branco, exausto, deitou no chão. Nesse momento, o tutor teria dito: “Se você tem coração, melhor não olhar”, antes de golpear o animal.
Assustada e passando mal, a testemunha deixou o local e só soube posteriormente que o cavalo havia morrido.
Decisão judicial
A juíza Luciene Belan Ferreira Allemand avaliou que Andrey praticou “duas condutas autônomas de maus-tratos”, que juntas levaram o cavalo à morte: primeiro ao submetê-lo a esforço intenso sem condições físicas para isso e, depois, ao mutilá-lo ainda em vida.
A magistrada destacou que o tutor não buscou ajuda mesmo tendo contato com outras pessoas durante o percurso da cavalgada, e que demonstrou plena consciência da crueldade do ato.
A pena — 11 meses e 18 dias de detenção, além de 34 dias-multa — começará a ser cumprida em regime semiaberto. O réu poderá recorrer em liberdade.
Repercussão e denúncia do MP
O Ministério Público classificou o caso como “cruel e covarde” ao denunciar o tutor. A defesa de Andrey informou que não irá se manifestar.
O episódio reacendeu debates sobre maus-tratos a animais, fiscalização em eventos e cavalgadas e punições previstas na legislação brasileira.
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