Justiça do Trabalho bloqueia os bens da metalúrgica Inox em Jacareí

A Justiça do Trabalho determinou na última sexta-feira (11) o bloqueio dos bens da metalúrgica Inox, desativada desde janeiro, em Jacareí. A decisão do Tribunal visa garantir o pagamento da dividida trabalhista, que já ultrapassa a casa dos R$ 20 milhões.

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Trabalhadores da Inox durante assembléia na fábrica em Jacareí (Divulgação/SindMetal)

Trabalhadores da Inox durante assembléia na fábrica em Jacareí

Divulgação/SindMetal

A Justiça do Trabalho determinou na última sexta-feira (11) o bloqueio dos bens da metalúrgica Inox, desativada desde janeiro, em Jacareí. A decisão do Tribunal visa garantir o pagamento da dívida trabalhista, que já ultrapassa os R$ 20 milhões.

O bloqueio foi resultado de uma ação movida pela própria Inox que pediu a reintegração de posse da fábrica em Jacareí, ocupada por funcionários. Desde novembro de 2013, os trabalhadores vigiam noite e dia a metalúrgica, para garantir o pagamento dos salários atrasados.

Diante da decisão da Justiça, que negou o pedido da Inox, a direção da fábrica ofereceu um terreno de 50 mil m² para pagar parte da dívida e conseguir liberar os bens. Segundo o sindicato, a empresa tem 60 dias para vender o terreno, que está avaliado em R$ 6 milhões e ressarcir os operários.

Os trabalhadores comemoram a decisão. “Só para mim a Inox deve cerca de R$ 10 mil em salários, sem contar a rescisão. Estou desempregada desde o ano passado, vivendo de pensão. Qualquer valor que eu consiga receber agora será muito bem-vindo”, afirma a auxiliar de limpeza, Elizabeth da Silva Fernandes, 57 anos.

O Sindicato dos Metalúrgicos aguarda ainda o resultado de outras duas ações que correm na 1ª e 2ª Vara do Trabalho de Jacareí. Uma delas visa o pagamento dos salários de 2012 e 2013 e a outra pede a regularização do FGTS, que não é recolhido há mais de dez anos.

Vigília
Uma comissão de cinco ex-funcionários da Inox deve continuar em vigília dentro da fábrica em Jacareí. Segundo o sindicato, o grupo quer garantir que os bens bloqueados, como maquinários e computadores, não sejam retirados da metalúrgica. “Nós nos revezamos há mais de cinco meses e não vamos desistir agora” conclui Elizabeth.

Cerca de 70 trabalhadores ficaram sem emprego devido ao fechamento da fábrica no início de 2014. Para o sindicato, a presença dos operários na fábrica tem garantido o sucesso das negociações e a garantia dos direitos. “A vigília foi uma ampla demonstração de força dos metalúrgicos. Mas a luta ainda não acabou. A empresa tem uma grande dívida com os funcionários e iremos cobrá-la até o fim”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Donizetti Ferreira.

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