Justiça nega liberdade provisória a comerciante que atropelou 4 na Dutra

A Justiça negou o pedido de liberdade provisória feito pela defesa do comerciante que atropelou quatro estudantes na via Dutra, em São José dos Campos, durante os protestos da greve geral. Ele está preso na cadeia pública de Caçapava e deve ser transferido nesta terça-feira (2) para o CDP (Centro de Detenção Provisória). Segundo a […]

Escrito por: Max Ramon2 min de leitura
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A Justiça negou o pedido de liberdade provisória feito pela defesa do comerciante que atropelou quatro estudantes na via Dutra, em São José dos Campos, durante os protestos da greve geral.

Ele está preso na cadeia pública de Caçapava e deve ser transferido nesta terça-feira (2) para o CDP (Centro de Detenção Provisória). Segundo a Polícia Civil, o comerciante responderá por tentativa de homicídio.

“Fizemos o pedido de liberdade provisória, mas ele foi negado”, afirmou a advogada Karina Petratti, que defende o comerciante.

“Agora, aguardaremos o processo ser distribuído para fazer um novo pedido de revogação da prisão preventiva, provavelmente na Vara do Júri”, completou.

A defesa tenta qualificar o atropelamento como um crime de trânsito, e não tentativa de homicídio.

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Equipes do Samu resgatam estudantes atropeladas na via Dutra

Divulgação/Polícia Militar

O caso

O atropelamento aconteceu no início da tarde de sexta-feira (28) na altura do km 148 da via Dutra (sentido São Paulo), próximo ao Center Vale Shopping, onde um grupo de estudantes fazia um protesto.

O comerciante, de 44 anos, tentou furar o protesto, mas teve o carro cercado. Ele acelerou o veículo e acabou atropelando quatro jovens.

O motorista tentou fugir, mas foi interceptado por policiais militares da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motos) ainda na Dutra.

Duas das vítimas atropeladas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro da Vila Industrial, onde permaneceram internadas. Ambas já tiveram alta –a última delas, no sábado (29).

Em depoimento à Polícia Civil, o comerciante –que não tinha antecedentes criminais– alegou que tomou a decisão de acelerar o carro porque ficou com medo que os manifestantes ateassem fogo no veículo.

Ele afirmou ainda que havia acabado de sair do Hospital Municipal, onde uma avó estaria internada, e que um outro familiar o esperava para assumir o posto no HM.

Colaborou Amanda Poso

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