Lay-off da Ford gera dúvidas sobre benefícios a empresas de Taubaté
Cerca de 70 funcionários participaram do encontro com vereadores


Cerca de 70 funcionários participaram do encontro com vereadores
Divulgação/CMT
A Câmara de Taubaté realizou uma reunião pública para discutir o lay-off implantado no início de setembro pela unidade da Ford na cidade, que atingiu 116 funcionários. O encontro, no entanto, gerou dúvidas por parte dos vereadores com relação aos benefícios de isenção fiscal concedido pela prefeitura a empresas.
O vereador Jeferson Campos (PV) defendeu a discussão dos incentivos fiscais, citando uma lei aprovada pela Câmara neste ano, que prorroga o prazo para grandes empresas em até 15 anos. “A manutenção do emprego é a contrapartida social da empresa diante da renúncia fiscal do município. Precisamos discutir a situação, até porque entrará em pauta na Câmara o orçamento de 2015 prevendo arrecadação diante dessa isenção”, diz.
O vereador informou que vai apresentar requerimento para apreciação do plenário solicitando ao prefeito Ortiz Junior (PSDB), o valor que irá representar a isenção de impostos à Ford nos 15 anos. Além disso, vai reivindicar no documento que o chefe do Executivo cobre um posicionamento da empresa sobre o lay-off da unidade taubateana da Ford.
Já o vereador Diego Fonseca (PSDB), apresentou questionamentos registrados por funcionários incluídos no lay-off que o procuraram. De acordo com o parlamentar, entre as dúvidas, estão os critérios utilizados pela empresa para escolha dos colaboradores que tiveram os contratos suspensos. “A Câmara tem que rever o posicionamento. A empresa não pode ser beneficiada se os empregos não forem mantidos”, afirma.
O analista de Recursos Humanos da Ford, Kleber Sampaio, esteve na reunião, porém, registrou que não representava a empresa e que estava presente por iniciativa pessoal para acompanhar a situação. Sampaio informou que a Ford está em conversação sobre alternativas para os trabalhadores em lay-off e também em relação à possibilidade de pagamento de abono e de PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
Segundo a assessoria da Câmara, cerca de 70 funcionários da Ford estiveram na reunião e citaram um acordo realizado em 2010 com o então diretor da planta de Taubaté, Celso Sales, no qual promovia a mudança na escala de trabalho e no piso salarial para que os empregos fossem mantidos. Os trabalhadores mencionaram também que a produção da fábrica não diminuiu, havendo inclusive fila de espera de três a seis meses dependendo do modelo do veículo.
O encontro teve a presença dos vereadores Luiz Henrique de Abreu “Neneca” (PDT) e Nunes Coelho (PRB). Já Douglas Carbonne (PCdoB), Joffre Neto (PSB), Maria Gorete Toledo (DEM) e Paulo Miranda (PP) foram representados por assessores, assim como o deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV).
Outro lado
O Meon entrou em contato com a Ford, mas até o fechamento desta reportagem a empresa não se pronunciou sobre o assunto.
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