Liberação de novas áreas para prédios é apoiada por 48,3%

O maior apoio à verticalização é verificado entre os moradores de maior renda

Escrito por: Max Ramon2 min de leitura
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A liberação de novas áreas para a construção de prédios em São José dos Campos é apoiada por 48,3% dos moradores, aponta a pesquisa Meon/Mind.

O tema deverá ser um dos pontos centrais das discussões sobre a nova Lei de Zoneamento. A legislação estabelece regras para o crescimento da cidade, definindo, por exemplo, a altura máxima das construções em uma determinada região e o tipo de uso do imóvel (se residencial, comercial ou industrial).

Segundo a pesquisa, 35,5% dos entrevistados se disseram contrários à verticalização de novas áreas e 16,2% não responderam ou não souberam opinar.

A Mind Pesquisas ouviu 400 pessoas (nas ruas e em entrevistas domiciliares) no dia 12 de abril. A margem de erro do levantamento é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos.

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Prédios na região do Jardim Aquarius, uma das mais adensadas de São José

Arquivo/Meon

Faixas

O maior apoio à verticalização é verificado entre os moradores de maior renda.

Entre os que ganham acima de cinco salários mínimos, 60% concordam com a liberação de novas áreas para a construção de prédios.

Esse apoio também atinge taxas mais altas entre os eleitores que moram na região central da cidade (59,2%) e os mais escolarizados, com ensino superior completo (59,2%).

Entre os eleitores jovens, com idade entre 16 e 24 anos, 55,4% apoiam a verticalização de novas áreas em São José.

“Apesar de 48,3% serem favoráveis à liberação de novas áreas, e esse grupo ser mais escolarizado e, tradicionalmente, mais engajado, os 35,5% contrários não podem ser desprezados”, disse Alexandre Lima, diretor-presidente da Mind Pesquisas.

A verticalização é mais rejeitada pelos moradores com idade entre 35 e 44 anos (43,5%) e por aqueles que concluíram apenas o Ensino Fundamental (41,2%).

“Ainda há 16,2% que não sabem responder sobre o tema. À medida que o debate ganhar maior densidade, esse número tende a mudar”, afirmou Lima.

O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que, se a pesquisa fosse realizada 100 vezes, em 95 delas os resultados seriam iguais aos verificados nesta rodada (considerando a margem de erro).

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