Litoral Norte registra 6 mortes por afogamento no verão
GBMar resgatou mais de 1,1 mil pessoas nas praias da região durante a temporada

O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) divulgou, nesta terça-feira (24), o balanço oficial da temporada de verão 2025/2026 nas praias de São Paulo. Os números revelam um cenário de alerta e intenso trabalho das equipes de segurança: o Litoral Norte registrou 6 mortes por afogamento entre dezembro e março. No entanto, o dado que mais impressiona é o de vidas preservadas: 1.141 pessoas foram resgatadas com vida pelas equipes de salvamento em toda a região.
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As cidades de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela concentraram o maior volume de ocorrências devido ao alto fluxo de turistas. Segundo o comando do GBMar, a maioria esmagadora dos resgates aconteceu em áreas marcadas por correntes de retorno (as famosas “valetas”), onde banhistas são puxados para o fundo em poucos segundos, muitas vezes sem perceber a mudança na maré.
Desafios da Prevenção
Mesmo com o encerramento oficial do verão, as autoridades reforçam que o perigo não desaparece com a mudança de estação. Pelo contrário, com a diminuição do efetivo temporário de guarda-vidas em algumas praias, a atenção do banhista deve ser redobrada.
“O principal fator de risco continua sendo a imprudência em locais sinalizados com bandeiras vermelhas. O banhista precisa entender que a sinalização é técnica e baseada nas condições do mar naquele exato momento”, destaca o Grupamento.
Dicas de Segurança para o Outono
Com a chegada das frentes frias, o mar tende a ficar mais agitado (ressacas). Para quem pretende descer a serra nos próximos fins de semana, as recomendações são claras:
Sinalização: Nunca entre no mar em áreas com bandeira vermelha.
Crianças: O uso de pulseiras de identificação e a supervisão a um braço de distância são vitais.
Álcool: O consumo de bebidas alcoólicas antes do banho de mar é um dos maiores causadores de incidentes graves.
Tecnologia e Resgate
O uso de drones e motos aquáticas foi fundamental para que o índice de mortes não fosse maior. A integração entre a observação aérea e a resposta rápida por terra permitiu que centenas de banhistas fossem retirados de situações críticas antes mesmo de perderem as forças. O balanço final mostra que, embora as perdas sejam lamentáveis, a eficiência do serviço de salvamento no Litoral Norte de São Paulo continua sendo uma referência nacional.
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