Suspeito de feminicídio em Caraguatatuba estava no regime aberto
Homem já tinha condenação por tráfico de drogas

O homem suspeito de matar e enterrar uma mulher de 27 anos dentro de um barraco de madeira, em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, já havia sido preso e condenado por tráfico de drogas. Ele estava no regime aberto havia menos de um ano quando foi novamente detido, desta vez por suspeita de feminicídio e ocultação de cadáver.
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Segundo apuração, André Luiz Apolinário, de 48 anos, foi preso em maio de 2019 em uma casa na Praia das Palmeiras, também em Caraguatatuba. À época, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo. No local, encontrou André ferido por tiros — ele sobreviveu.
Durante a ocorrência, os policiais localizaram no quarto da residência 721 porções de cocaína e mais de 1,2 quilo de crack. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia realizada em 30 de maio de 2019.
Em 18 de agosto de 2020, André foi condenado a sete anos de prisão em regime inicial fechado por tráfico de drogas. Nos anos seguintes, a defesa apresentou pedidos de remição de pena e progressão de regime.
A primeira progressão ocorreu em 10 de agosto de 2023, quando a Justiça autorizou a transferência para o regime semiaberto. Em 4 de abril do ano passado, ele passou ao regime aberto. Até então, cumpria pena no Centro de Progressão Penitenciária de Porto Feliz (SP).
Prisão por suspeita de feminicídio
Nesta sexta-feira (20), menos de um ano após obter o regime aberto, André foi preso novamente, em cumprimento a mandado de prisão temporária pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), ele foi capturado na Avenida Paraná, em Caraguatatuba.
Ele é o principal suspeito pela morte de Cássia Kerolin de Souza Elias, de 27 anos. O corpo da jovem foi encontrado enterrado dentro de um barraco de madeira na Rua José Poloni, no bairro Rio do Ouro, na madrugada desta quinta-feira (19).
Conforme o boletim de ocorrência, familiares acionaram a polícia após receberem informações de que a vítima teria sido morta e enterrada no imóvel. No local, os agentes identificaram indícios de movimentação recente de terra.
Com apoio do Corpo de Bombeiros, foi realizada escavação no interior da casa. O corpo foi localizado a cerca de um metro de profundidade. A ocorrência é investigada como feminicídio.
Sepultamento
O corpo de Cássia foi reconhecido por familiares e sepultado na manhã desta sexta-feira (20), no Bela Vista Cemitério Parque, em Caraguatatuba.
A polícia apura as circunstâncias do crime. A principal linha de investigação aponta que o suspeito mantinha um relacionamento com a vítima havia cerca de dois meses.
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