Três guardas municipais são presos por suspeita de tortura contra mulher em Caraguatatuba

Agentes já haviam sido afastados pela Prefeitura após vídeo de abordagem circular nas redes sociais; prisão temporária foi determinada pela Justiça

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
Reprodução
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Três guardas civis municipais foram presos temporariamente neste sábado (22), em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, sob suspeita de tortura física e psicológica contra uma mulher durante uma abordagem.

A investigação começou após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que registra parte da abordagem e uma agressão contra a moradora. Segundo a apuração policial, os agentes também teriam entrado na residência da mulher sem autorização judicial.

A prisão foi solicitada pela Polícia Civil e recebeu parecer favorável do Ministério Público de São Paulo. A Justiça determinou que os três permaneçam presos temporariamente por 30 dias. Também foram autorizadas buscas em endereços relacionados aos investigados.

Guardas já estavam afastados

Antes da prisão, os três agentes já haviam sido afastados preventivamente das atividades nas ruas pela Prefeitura de Caraguatatuba após o vídeo da abordagem ganhar repercussão.

Além da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil, a administração municipal instaurou uma sindicância para apurar a conduta dos servidores.

A decisão judicial considerou que a permanência dos investigados em liberdade poderia prejudicar o andamento das investigações, diante de possíveis riscos de interferência na produção de provas e de intimidação da vítima.

Investigação continua

O caso segue sob investigação e tramita sob segredo de Justiça. A prisão temporária não representa condenação: os agentes são investigados e ainda terão sua responsabilidade criminal analisada no decorrer do processo.

A Prefeitura também informou que acompanha o caso e que a apuração administrativa ocorre de forma independente da investigação criminal.