Material escolar tem variação de mais de 400% nos preços em São José

Pesquisa do Meon mostra que preços variam entre as papelarias

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Material escolar: é preciso pesquisar

Divulgação

Pesquisar pode ser um bom negócio na hora de comprar o material escolar em 2015. Um levantamento feito pelo Meon revela que os preços de alguns itens podem variar até 480% de uma papelaria para outra.

O estudo mostra ainda que em três das papelarias pesquisadas o preço em geral subiu de dezembro 2014 para janeiro de 2015 e em uma, ficou ainda mais barato. Segundo o comerciante Sartoro Kjewara, da papelaria Hikari, o segredo é se planejar.

“Ano passado o fato da prefeitura dar o material escolar nos fez ter muitas perdas, sobrar material e tivemos prejuízos que levamos meses para pagar. Contudo, nos planejamos, compramos material com antecedência. O material vendido agora eu compro em abril, quando tenho descontos e consigo vender mais barato. Outra coisa é que só vendemos produtos de boa procedência, que não geram reclamações”, ressalta Kjewara.

O item com maior diferença de preço, entre os oito pesquisados pela reportagem foi a cola bastão que foi encontrada por R$ 2,90 em uma loja e por R$ 0,50 em outra. A tesoura escolar também apresentou preços diferentes com produtos muito parecidos. Em um local o material custava R$ 0,65 e em outro R$ 2,60.

Dicas
O Procon de São José dos Campos sugere aos consumidores que, para ajustar os gastos ao orçamento, além de pesquisar é preciso seguir alguns conselhos básicos. “Para economizar, verifique se há produtos na lista que já tenha em casa, ou mesmo livros que podem ser reaproveitados de outros estudantes”, orienta a coordenadora do Procon Municipal, Aparecida Santana Borges.

De acordo com o órgão, a escola não pode solicitar itens de uso coletivo, como materiais de higiene e limpeza, nem cobrar taxas para cobrir despesas como água, luz, telefone e internet. O estabelecimento de ensino também não pode exigir a aquisição de produtos de marcas específicas nem indicar lojas e livrarias onde encontrar o material.

Outra dica é a troca de livros entre alunos de séries diferentes, ou a compra de publicações usadas tem sido uma opção viável e econômica. Segundo Aparecida, as escolas que disponibilizam livros de graça para uso interno dos alunos, para que sejam reaproveitados nos anos posteriores, devem informar e cumprir a oferta.

A coordenadora do Procon ainda sugere que alguns pais juntem suas listas e façam uma compra coletiva, já que alguns estabelecimentos concedem bons descontos para compras no atacado.

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