Mau cheiro do aterro sanitário incomoda moradores de São José
Moradores do Bosque dos Eucaliptos, Jd. Portugal e Satélite são afetados com o problema


Odor é sentido há pelo menos dois meses, segundo relatos de moradores
Reprodução/Claudio Ribeiro/PMSJC
Moradores da zona sul de São José dos Campos têm sido prejudicados nas últimas semanas com o forte odor provocado pelo aterro sanitário, localizado no bairro Torrão de Ouro, na região sudeste da cidade. A Prefeitura afirma que o problema é pontual e já está sendo resultado.
A engenheira civil, de 32 anos, Ana Graciele, reside no bairro Jd. Del Rey, próximo ao Jd. Portugal. Segundo ela, o mau cheiro é percebido há pelo menos dois meses, em dias e horários distintos. “Não são todos os dias, mas às vezes eu sinto pela manhã, por volta das 7h, e a tarde, umas 17h. O odor é muito forte, chega até a arder o nariz quando respiramos e dá muito enjoo”, relatou.
Na última sexta-feira (8), o Meon procurou a Urbam (Urbanizadora Municipal), responsável pela Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos, e a mesma informou que o problema foi pontual e causado pelas chuvas constantes que atrapalharam a cobertura do aterro sanitário.
Ainda na sexta-feira, o odor ainda era sentido conforme constatou Ellen Cristina dos Santos, que mora no bairro Jd. Satélite. “Sentimos há algum tempo já e agora [às 18h20] está fedido. Aqui não chega a ser insuportável, mas incomoda bastante”, afirmou.
Maria de Oliveira Duarte mora no Bosque dos Eucaliptos e disse que a primeira vez que observou o forte odor foi na terça-feira (5) de Carnaval. Naquela semana, ela e sua vizinha pensaram que o cheiro vinha de uma caçamba que estava no fim da rua onde residem. Mas depois de fazer constantes procuras elas notaram que o cheiro era do aterro sanitário. Nesta segunda-feira, Maria Duarte voltou a sentir o mau cheiro.
“Das primeiras vezes achamos que era comida estragada, cheguei até a limpar a lixeira da minha cozinha. Porém, depois que constatamos que aquele odor vinha do aterro sanitário comecei a notar que era frequente. O fundo da minha casa dá para o Jd. Estoril e quando saio no quintal, o cheiro é muito forte como senti hoje mesmo”, disse.
Embora a Urbam não tenha especificado uma data, a entidade informou que o problema já estava sendo solucionado e que, além da cobertura dos resíduos por terra, os gases são captados e tratados por uma central de biogás. Atualmente, o aterro recebe uma média de 700 toneladas de lixo por dia. O aterro sanitário funciona desde 1985 e tem vida útil prevista de 7 anos e meio.
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