Mau cheiro sentido em São José teria sido causado por vazamento de gases em fábrica
Segundo a Cetesb, o vazamento teria durado cerca de dois minutos

O mau cheiro sentido por moradores de diversos bairros de São José dos Campos na noite desta terça-feira (9) teria sido causado por um vazamento em uma fábrica de poliestireno – a empresa nega ser responsável pelo odor sentido em outros bairros.
A informação foi divulgada pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Segundo a companhia, devido a queda de energia elétrica, teria ocorrido o acionamento de uma válvula de segurança de um dos reatores do processo de fabricação de poliestireno na Companhia Brasileira de Estireno, localizada no Bairro Jardim Limoeiro.
“As apurações preliminares indicam que a liberação dos gases durou cerca de dois minutos. O odor foi sentido em vários bairros, principalmente na região do Jardim Aquarius, Jardim Colinas, Esplanada e Vale dos Pinheiros, além do Jardim Limoeiro”, relatou a Cetesb por nota.
A companhia informou ainda que irá preparar um relatório técnico para embasar as ações legais cabíveis.
O Portal Meon entrou em contato com a Unigel – empresa responsável pela Companhia Brasileira de Estireno – que negou ser responsável pelo odor sentido pela população. Confira a nota na íntegra:
“Em razão da forte tempestade que atingiu a cidade de São José dos Campos, no início da noite de ontem (09), esclarecemos que houve uma queda de energia elétrica na região, interrompendo o fornecimento gerado pelo Condomínio Industrial no qual a unidade da Unigel está inserida. Tal evento impôs a necessidade de iniciar o procedimento de parada de emergência da fábrica, durante o qual houve a abertura do dispositivo de segurança primário de um dos reatores no período de 19h17 a 19h19. Em situações emergenciais como esta, pode ocorrer liberação do gás Estireno para a atmosfera de forma controlada, sem que acarrete qualquer prejuízo à sociedade e ao meio ambiente.
Esses dispositivos estão instalados justamente para garantir a segurança da comunidade e dos trabalhadores da fábrica.
Destacamos que esta é uma situação prevista nos protocolos de segurança.
Sobre o episódio ocorrido é importante esclarecer que o gás foi liberado por um período de apenas dois minutos, e que a chuva corrobora para a diminuição de uma possível propagação do elemento químico. Sendo assim, não se pode afirmar que possíveis odores sentidos a quilômetros de distância do ocorrido tenham alguma relação.
Na noite de ontem, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) esteve em contato com a liderança da empresa e também realizou inspeção na fábrica, constatando que a ocorrência não proporcionou a liberação de efluentes e que o odor estava contido na área produtiva, e, portanto, sem potencial para novos desdobramentos ambientais e incômodo ao bem-estar público.”
Posts Relacionados

Prêmio AMVALE UNITAU anuncia vencedores em novembro após edição recorde

Ações preventivas preparam cemitérios para o Dia de Finados

Jacareí retoma contagem do tempo de serviço de servidores congelado na pandemia
