Mesmo fora de risco, São José alerta para cuidados com a dengue

A última ADL (Avaliação de Densidade Larvária) realizada em outubro pela Prefeitura de São José dos Campos revelou que ainda há larvas do Aedes aegypti -mosquito transmissor da dengue- em todas as regiões da cidade. Contudo, para o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) a infestação é considerada baixa.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Agentes durante visitas para colher amostras de larvas

Arquivo/Jornal Atos

A última ADL (Avaliação de Densidade Larvária) realizada em outubro pela Prefeitura de São José dos Campos revelou que ainda há larvas do Aedes aegypti -mosquito transmissor da dengue- em todas as regiões da cidade. Contudo, para o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) a infestação é considerada baixa.

O estudo mostra que o índice larvário mais alto (0,6) foi encontrado na região central da cidade, que compreende o Banhado, Jardim Esplanada, Jardim Apolo, Vila Ema, Vila Adyana, Jardim São Dimas, Jardim Maringá, Vila Rubi e Vila Bethânia. Em outras regiões, o índice variou de 0,1 a 0,4. Ou seja, toda a cidade está bem abaixo do limite aceitável do Ministério da Saúde, que é de 1.

Durante as vistorias que aconteceram de 8 a 22 de outubro, foram visitados 14.535 imóveis. Outro dado que chamou a atenção dos técnicos é que, pela primeira vez, o tipo de criadouro onde mais foram encontradas larvas foram as plantas aquáticas, seguida pelo pratinho de plantas. Empatados em 3º lugar ficaram os ralos externos, bromélias e descartáveis (latas, garrafas e plásticos).

Segundo a gerente do CCZ, Margarete Correia, o grande número e o tipo de criadouros encontrados preocupam. “Os dados mostram que a população baixou um pouco a guarda na prevenção. Isso não pode acontecer agora que estamos entrando no período mais crítico para a dengue, com dias mais quentes e chuvosos, condições climáticas extremamente favoráveis para a proliferação do mosquito”.

Margarete explica que nos dias quentes e com chuva, o ciclo do mosquito é mais curto, passando da fase ovo para a fase adulta em apenas seis dias. Neste ano, já foram registrados 768 casos de dengue em São José (566 autóctones e 202 importados).

RMVale
Apesar da situação controlada em São José, a RMVale tem oito cidades classificadas em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (4) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a pesquisa, Aparecida, Caraguatatuba, Cruzeiro, Guaratinguetá, Ilhabela, Jacareí, Lorena e São Sebastião fazem parte do grupo de alerta para a doença. A pesquisa foi realizada em outubro e, de acordo com o Ministério da Saúde, vai servir como ferramenta para o planejamento das ações.

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