Ministério Público investiga violência no CDP de São José dos Campos

Depois de mais uma intervenção do GIR (Grupo de Intervenções Rápidas) no Centro de Detenção Provisória de São José dos Campos, o promotor público Fábio Antonio Xavier de Moraes, realizou uma visita à unidade prisional na última quarta-feira (9). O objetivo foi avaliar se houve evidência de violência durante a ação.

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Depois de mais uma intervenção do GIR (Grupo de Intervenções Rápidas) no Centro de Detenção Provisória de São José dos Campos, o promotor público Fábio Antonio Xavier de Moraes, realizou uma visita à unidade prisional na última quarta-feira (9). O objetivo foi avaliar se houve evidência de violência durante a ação.

Cerca de 40 homens do GIR entraram no CDP na segunda-feira (7) para realizar revista depois que um drone (espécie de mini-helicóptero) lançou um pacote com drogas e celulares dentro do Pavilhão 1. Esta foi a segunda vez em menos de um mês que o grupo realiza a revista. As duas pelo mesmo motivo: invasão de um drone no espaço aéreo da unidade prisional.

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Promotor Fábio Antonio Moraes investiga abusos e violência no CDP

Warley Leite/ Meon

Se na primeira revista, no início de março, a ação do GIR virou motivo de investigação do Ministério Público, desta vez, de acordo com o promotor, não houve violência.

“Estive no local, visitei todos os pavilhões e ouvi aproximadamente dez presos. Não há evidência de maus tratos ou de presos em condições inapropriadas como aconteceu da última vez. Por isso, não há motivos para instaurar inquérito”, comenta Moraes.

Inquérito
Na primeira vez, um exame do IML (Instituto Médico Legal) de São José, constatou que 18 detentos sofreram hematomas derivados de golpes desferidos pelos agentes do grupo. E o Ministério Público instaurou inquérito para encontrar responsáveis pelos abusos.

A previsão é apresentar os resultados da investigação em 90 dias. “Vamos ouvir os 18 detentos para saber o que aconteceu. Também estamos solicitando à SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) que nos envie informações sobre a ação”, comenta.

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