Ministro da Educação quer novo campus da Unifesp de São José integrado com o setor privado

A nova unidade da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (22) no Parque Tecnológico de São José dos Campos, deve ajudar a diminuir a distância entre os currículos acadêmicos e as exigências do mercado de trabalho. A aposta é do Ministro da Educação, Henrique Paim, presente na solenidade.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Henrique Paim anunciou que, até 2016, meta é de 50% dos alunos da rede pública

Flávio Pereira/Meon

A nova unidade da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (22) no Parque Tecnológico de São José dos Campos, deve ajudar a diminuir a distância entre os currículos acadêmicos e as exigências do mercado de trabalho. A aposta é do Ministro da Educação, Henrique Paim, presente na solenidade.

De acordo com o ministro, o campus deve aproveitar a vocação industrial e tecnológica da cidade para firmar parcerias com a iniciativa privada. O objetivo seria criar facilidades para que a universidade fornecesse mão de obra qualificada principalmente nas áreas de pesquisa.

“Eu acredito que em São José é possível que aconteça esse casamento entre universidade e o setor produtivo. Existe esse movimento por parte do ministério e o que precisamos agora é que a indústria também faça a sua parte, pois o país ganha muito com isso”, afirma.

Outra medida anunciada pelo ministro é o aumento da participação dos alunos das escolas públicas nas universidades federais como a Unifesp. Para Paim, a meta é que, até 2016, 50% do quadro de alunos dessas universidades seja formado por estudantes vindos da rede pública.

“Colocar mais estudantes da rede pública é uma forma de inverter o velho ciclo das universidades federais serem frequentadas por universitários vindos das instituições particulares. Esta é uma das metas do atual PNE (Plano Nacional de Educação) e significa um importante avanço para a inclusão dentro das instituições de ensino superior”, explica.

Cobrança
Ao falar sobre o crescimento do campus de São José, que conta com 1.300 alunos de cinco cursos de graduação e quatro de pós-graduação, a reitora da Unifesp, Soraia Smailli, insinuou que o número de técnicos administrativos e professores na instituição seria insuficiente.

“A inauguração do novo prédio, assim como a expansão da Unifesp em todo o Estado, é uma vitória dos servidores. Temos que lembrar que, apenas com 92 professores e 46 técnicos administrativos, somos a 15ª universidade no ranking da América Latina e uma das que mais produz pesquisas científicas no país”, afirma.

Expansão
No planejamento do campus de São José, uma expansão do prédio está prevista dentro do período de dez anos. Entretanto, Paim não confirmou se a cidade pode ou não receber novos cursos para as áreas de humanas e biológicas, como pede uma comissão montada por políticos, representantes da comunidade e a própria reitoria da Unifesp.

O assunto inclusive já foi tema de uma audiência pública realizada na Câmara de São José. À época, a população colocou-se à favor de um campus mais heterogêneo, cujos cursos não se limitem às ciências tecnológicas. “Há um potencial de expansão dentro do campus. O MEC vai acompanhar possíveis alterações e apoiar a Unifesp nesse projeto”, afirma o ministro.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) destacou o novo campus da Unifesp como uma evolução do ensino público superior na cidade. “Junto com a expansão do ITA, o novo campus representa um avanço para o ensino superior de São José dos Campos”, diz.

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