Miranda Ueb: “nas decisões, sempre pedi aval para minha família”

“Vou conversar muito com minha família sobre outras candidaturas”. Assim o atual secretário de Relações do Trabalho de São José dos Campos, Miranda Ueb Machado, 66 anos, nascido em Lima Duarte (MG), casado e pai de quatro filhos, define sua atual situação política na cidade em entrevista ao Meon.

Escrito por: Moisés Rosa4 min de leitura
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Miranda Ueb fala ao Meon sobre vida e trajetória política

Warley Leite/Meon

“Vou conversar muito com minha família sobre outras candidaturas”. Assim o atual secretário de Relações do Trabalho de São José dos Campos, Miranda Ueb Machado, 66 anos, nascido em Lima Duarte (MG), casado e pai de quatro filhos, define sua atual situação política na cidade.

Em entrevista ao Meon, Mirandinha -como é chamado pelos amigos- diz que é um homem vitorioso em todas as etapas de sua vida e sempre esteve à disposição para ajudar a população.

O secretário pontua situações importantes em sua trajetória, como a presidência do Sindicato Têxtil de São José e os seis mandatos como vereador. Além disso, mesmo ocupando um posto de chefia no alto escalão do governo Carlinhos Almeida (PT), mostra sua maneira simples de viver.

Como decidiu morar em São José dos Campos?
Vim para a cidade com 20 anos para arrumar um emprego. Já tinha um irmão morando em São José e resolvi tentar a vida aqui, pois estava parado em Lima Duarte (MG). No começo foi difícil achar um emprego, mas depois consegui entrar na fábrica de fibras sintéticas Matarazzo, como servente. Com o trabalho, pude fazer outros cursos profissionalizantes em elétrica e mecânica, o que me proporcionou em 1968 a mudança de setor e comecei a atuar na parte mecânica das máquinas da empresa.

Como foi sua atuação no setor têxtil?
Com o meu comprometimento na fábrica, fui convidado a participar em 1981 de diversas situações de oposição ao sindicato. Levamos diversas ideias e temas que eram reivindicações dos trabalhadores. Já em 1983 concorri em uma chapa como presidente do sindicato e em janeiro de 1984 assumi a diretoria. Foram 21 anos à frente do sindicato. Tivemos participação em diversos protestos nacionais e estaduais. Foram muitas situações conturbadas.

E a política, como começou a participar? 
Em 1987 fui convidado a me filiar ao PT. Não queria me envolver, até porque dependo do aval da minha família, mas acabei aceitando após muitas insistências de um colega do partido. Depois de um ano também fui chamado para me candidatar como vereador em São José, mas primeiro consultei a minha família e todos os trabalhadores da fábrica, pois ainda estava como presidente. Como tive apoio de todos, me candidatei e já ganhei na primeira vez. Foi um momento muito importante para mim. Nessa primeira eleição obtive 1.784 votos. Depois fui convidado para ingressar pelo PPS.

E a sua família? Sobra tempo para eles?
Sou muito família. Sempre estou rodeado por eles e ainda mais agora que tenho dois netos, um de nove e outro de 15 anos. Faço questão também de estar presente na vida dos meus quatros filhos, três homens e uma mulher, com idades entre 22 e 33 anos.

O que mais gosta de fazer?
Gosto muito de ter contato com o meio ambiente, ainda mais porque tenho um sítio na região norte de São José, onde é o meu canto para descansar. Eu moro no meio da mata [risos], é um lugar que consigo relaxar. Outro lugar que gosto de passear, mas com menos frequência, é na minha casa de praia de Ubatuba. Infelizmente, não tenho muito tempo, quem mais aproveita é minha família.

Qual seu hobby?
No meu sítio tenho mais de dez mil árvores plantadas, todas nativas, no entorno de quatro minas de água da minha propriedade. Só na semana passada eu plantei 120 mudas de árvores. É um ótimo lugar, pois tem abundância em água.

Você se candidatou em 2012, mas não foi eleito. O que faltou?
Trabalhei a vida inteira pelos bairros irregulares da cidade, mas infelizmente não conseguimos nos últimos anos realizar melhorias, por alguns entraves políticos. Fiz a minha parte em batalhar e defender a população. Tive 3.342 votos e me considero um vitorioso. Ainda as pessoas me procuram e atendo da mesma forma os pedidos. Me sinto útil.

Estava preparado para perder as eleições?
Fiquei seis mandatos como vereador e em toda a minha vida estava preparado para ganhar ou perder. Importante que a minha família me deu apoio e decidimos juntos que era hora de mudar a rotina, após o processo eleitoral.

E assumir como secretário, como foi?
Não esperava ser convidado. Já tinha preparado e mudado minha rotina com a minha família. Mas meus filhos não opinaram, apenas disseram: “papai, você sabe o que é melhor”.

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