Morador quer melhorias em praia de São Sebastião
Há 30 anos, o aposentado Etevaldo Leôncio Perin, 61 anos, de São Paulo, escolheu a cidade de São Sebastião, especificamente, o Bairro de São Francisco, na região central da cidade, para fixar sua segunda residência. Entre os motivos para escolha na época estava seu gosto pela pesca, que permanece até hoje, e acessos fáceis para a descida de embarcações pequenas ao mar.

Há 30 anos, o aposentado Etevaldo Leôncio Perin, 61 anos, de São Paulo, escolheu a cidade de São Sebastião, especificamente, o Bairro de São Francisco, na região central da cidade, para fixar sua segunda residência. Entre os motivos para escolha na época estava seu gosto pela pesca, que permanece até hoje, e acessos fáceis para a descida de embarcações pequenas ao mar.
De lá para cá o cenário sofreu algumas mudanças, para a tristeza do aposentando. A rampa que ele usava para dar início ao seu lazer preferido, cujo acesso se dá por uma pequena viela, localizada ao lado da base do Yacht Club de Ilhabela, na rua Capitão Salinas, não é mais a mesma.
“Não consigo mais descer o meu barquinho na água, pois a rampa pública que existetem um degrau de 40 cm e a carreta poderá quebrar se eu tentar”, relata Perin.
Segundo ele, a situação se arrasta desde 2011. “Não posso ir para outras rampas, pois o cimentado fica muito longe da água, o que impossibilita a retirada do barquinho”, completa.
O impasse traz um outro problema: a falta de serviço regularizado que permita o acesso do pequeno barco à praia. “Tenho que pagar às marinas para por e retirar meu barquinho da água; nunca me deram nota fiscal por ser um serviço que não está no escopo do contrato dos estabelecimentos; ou seja, elas (marinas) não pagam impostos por essa operação”, deduz o morador.
Para o aposentado, a prefeitura tem receita suficiente para promover melhorias na área. “Sou do tempo em que a prefeitura passava uma vez por semana limpando as praias com rastelos e até tratores. Hoje, ela nem aparece no bairro, apesar de arrecadar mais royalties que na década de 90. Mal consigo tomar banho de mar na praia em frente à igreja (Nossa Senhora do Amparo), pois a sujeira é muito grande”.
Rampa pública
Em resposta ao morador, a prefeitura de São Sebastião informa que “é preciso verificar se a área onde está instalada a rampa é pública e, caso seja, é de responsabilidade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) –sendo assim para qualquer intervenção da prefeitura é necessária a realização de todo processo burocrático de solicitação e autorizações de licenciamentos junto a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e da própria SPU o que pode demandar um tempo”.
Formalização
A administração também se coloca à disposição dos moradores para auxiliá-los na questão. “Seria interessante que a população formalizasse a solicitação junto à Secretaria de Meio Ambiente para que a mesma possa intervir e buscar o apoio destas outras entidades”.
A prefeitura sebastianense também ressalta que tem implementado uma política diferenciada de valorização da pesca artesanal, e elenca algumas conquistas do bairro nesta área, como o píer “Nelson Leite”, inaugurado em agosto passado. “O novo espaço trouxe mais conforto para os pescadores que, até então, tinham de fazer o transporte dos produtos com carrinhos na areia”, ressalta.
Também são citadas: a aquisição de um caminhão frigorífico – “já entregue à comunidade”; a instalação de uma fábrica de gelo, em andamento, com investimento de R$ 580 mil, além do repasse de R$ 80 mil ano para a Colônia de Pescadores Z-14 – localizada no bairro São Francisco. “Os ranchos de pesca do Pontal da Cruz e Enseada também foram totalmente reformados e entregues aos pescadores no final de 2013”.
A prefeitura ressalta ainda a autorização para que a Cooperativa de Pesca de São Sebastião (Cooperpesca) possa utilizar por mais 10 anos o imóvel onde está instalada sua sede no bairro São Francisco.
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