Morador reclama de ataques de pernilongos em São Sebastião
Há 12 anos instalado no Pontal da Cruz, na região central de São Sebastião, o aposentado Dilson Mello, 81 anos, não se lembra de ter sido tão incomodado pelos pernilongos como neste verão. Segundo ele, os ataques ocorrem a qualquer hora. “Usamos repelentes, inclusive à base de citronela, e óleo de amêndoa, mas não tem […]

Há 12 anos instalado no Pontal da Cruz, na região central de São Sebastião, o aposentado Dilson Mello, 81 anos, não se lembra de ter sido tão incomodado pelos pernilongos como neste verão. Segundo ele, os ataques ocorrem a qualquer hora.
“Usamos repelentes, inclusive à base de citronela, e óleo de amêndoa, mas não tem jeito; até para encontrar inseticida tenho tido dificuldade”. O desconforto, conta Mello, aumenta por conta do calor. “Dormimos com o ventilador ligado para ver se eles se afastam, mas ainda sim somos atacados”.
Ele conta que, durante as férias, recebe parentes em casa e a situação ficou complicada. “Meus netos levaram muitas picadas. No menor viraram feridas, e ele teve que tomar remédio para combater a alergia às picadas”. O morador da Alameda Santana questiona se existe algum programa da Prefeitura de São Sebastião de combate aos pernilongos.
“Antes era utilizado o fumacê, que embora não resolvesse totalmente o problema, contribuía em muito para redução dele. Minha preocupação é que entre os pernilongos possa vir o da dengue”, afirma.
A Prefeitura de São Sebastião afirmou que técnicos de endemias da Casa da Dengue, ligada à Vigilância Epidemiológica, fazem constantemente o tratamento em valas e bueiros na tentativa de evitar a proliferação de pernilongos, borrachudos e muriçocas. “Em determinadas situações há também o tratamento conhecido por fumacê que é realizado de maneira bem controlada para evitar riscos à saúde, ao meio ambiente e ao desequilíbrio a fauna”.
Ainda de acordo com a prefeitura, o setor executa uma ação nos bairros da Costa Sul devido ao grande número de insetos encontrados naquela região. “As atividades seguem um cronograma e a frequência desta ação depende de vários fatores, entre eles: condições meteorológicas e geográficas do município, disponibilidade de veículos e de inseticida, que é fornecido e controlado pelo Estado”.
A população também pode colaborar realizando a limpeza periódica de terrenos e quintais; evitando recipientes que acumulem água; e mantendo os ralos pluviais secos, além de jardinagem com vegetação baixa. Em relação aos números da dengue, dados da Vigilância Epidemiológica apontam que no mês de janeiro foram registradas 207 notificações e das quais quatro casos foram confirmados.
Posts Relacionados

Taubaté Expo Rodeo 2026 reúne grandes nomes do sertanejo e provas nacionais em novembro

Inmet alerta para tempestades no Vale do Paraíba; ventos podem chegar a 100 km/h

Com fluxo histórico, Operação Romaria Segura encerra peregrinação a Aparecida sem vítimas
