Moradores de Monteiro Lobato relatam momentos de terror
‘Fomos para os fundos de casa e ficamos sentados no chão’, diz morador


Criminosos explodiram caixa eletrônico e destruíram agência bancária
Divulgação/DIG
Os moradores de Monteiro Lobato acordaram por volta das 3h deste sábado (1º) ao sons de tiros e explosões, que destruíram a agência do Banco do Brasil durante um roubo por uma quadrilha de criminosos, no centro da cidade. Alguns deles conversaram com o Meon e relataram os momentos de medo que presenciaram durante a madrugada.
A dona de casa, Tatielle Monteiro Dias de 22 anos, conta que mora na saída do município e longe do banco, mas o barulho “foi tão alto” que foi possível ouvir de sua residência.
“Ouvi muitos tiros, pareciam fogos de artifícios e depois que pararam dava para escutar carros. Essa explosão não prejudica apenas a mim, mas toda uma cidade, que depende bastante desta agência porque é uma cidade pequena. Agora quem precisa de serviços do banco terá que ir até São José dos Campos”, relata a moradora.
Em uma casa, há cerca de 50 metros da agência, mora o motorista Valdecir Vieira dos Santos de 54 anos que relata as cenas de terror que presenciou na porta de sua casa.
Segundo o motorista, ele acordou com um barulho muito alto da primeira explosão, gritaria e muitos tiros. Logo depois, houve uma segunda explosão, também seguida por tiros.
“Antes da terceira explosão escutei dois homens na porta da minha casa gritando para alguém voltar rápido. Escutei também o barulho de carros dando marcha ré e depois teve a terceira explosão. Foram cenas de terror, havia vários carros e muitos homens descendo e atirando sem parar. Eles estavam em várias ruas da cidade atirando, não foi apenas aqui na minha rua”, diz.
As explosões assustaram todos moradores que até a família do Lucas Diniz, de 22 anos, correu para o fundo da casa para tentar se proteger do confronto entre policiais e criminosos que estava ocorrendo na rua.
“Acordei com minha mãe me chamando e fomos com meu pai para um quarto nos fundos de casa, mais seguro e ficamos sentados no chão. Ouvimos muitos tiros, não entendemos o que estava acontecendo ao certo e ligamos para a polícia. Acho que durou cerca de 30 minutos tudo e foi bem assustador”, contou o funcionário público que nunca havia presenciado uma situação semelhante na cidade.
A Polícia Civil segue acompanhando o caso, mas até a tarde deste sábado (1º) nenhum suspeito havia sido preso ou identificado.
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