Moradores questionam criação de cargos na Câmara de Guará

Vereadores ganham direito ao segundo assessor ao custo de R$ 2.900 mensais; projeto gera impacto de R$ 31 mil na folha de pagamento

Escrito por: Rafael Rodrigues2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
Câmara de Guará

Vereador Frango (DEM) ocupa o plenário ao lado de João Pita

Divulgação/CMG

A Câmara de Guaratinguetá aprovou por unanimidade, em fevereiro, o projeto de lei do Legislativo que cria 11 novos cargos de assessores parlamentares na Casa, aumentando para dois funcionários comissionados por vereador.

A medida deve gerar um gasto extra de aproximadamente R$31 mil por mês, já que cada funcionário deve receber um salário de cerca de R$2.900.

A justificativa dos vereadores foi que eles não conseguem estar em vários locais ao mesmo tempo, e por isso os assessores terão a função de auxiliá-los, principalmente no atendimento a população.

Os novos assessores serão contratadas mediante a comprovação de conclusão de curso superior e terão de cumprir uma carga horária dentro da Câmara. Além disso, de acordo com o Tribunal de Contas, é necessário que seja apresentado um relatório mensal de todas as atividades realizadas.

Nas ruas da cidade, moradores não concordam com a aprovação da lei. O aposentado Irineu de Andrade disse que o dinheiro poderia ser investido em outras áreas. “Um assessor já é o suficiente, e com o salário daria para pavimentar ruas e comprar remédios. Se os assessores vão trabalhar, o que o vereador vai fazer?”, questionou.

Já o morador Manoel de Brito foi incisivo ao dizer que os parlamentares não deveriam ter nem um assessor. “Eu acho que nem um assessor era preciso, a cidade não comporta mais esses gastos”.

Além dos cargos de comissão, os vereadores informaram que outros cargos efetivos também serão criados na Casa. As vagas serão distribuídas entre agentes parlamentares, assessor de imprensa e motoristas. Esses, porém, devem ser contratados mediante concurso público, que ainda não tem data marcada para acontecer.

A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara, Marcelo Coutinho, o Celão (PSD), mas ele não foi localizado para comentar o assunto.

Publicado em: