Moradores reclamam de obras no Centro Histórico; prefeitura rebate
Andar entre pedras, blocos e areia faz parte da rotina de quem transita pelas calçadas do Centro Histórico de São Sebastião. As obras na região estão na quarta fase e ainda geram transtorno -e até acidentes- para a população.


Areia e pedras no caminho dos pedestres trazem transtorno e insegurança
Odara Gallo/Imprensa Livre
Andar entre pedras, blocos e areia faz parte da rotina de quem transita pelas calçadas do Centro Histórico de São Sebastião. As obras na região estão na quarta fase e ainda geram transtorno -e até acidentes- para a população.
O vereador Simei (SD) apresentou na última semana requerimento pedindo mais segurança para quem circula pelo Centro e Jair Pires (PSDB) completou dizendo que algumas guias acabaram de ser instaladas e já estariam ruindo. O vereador Professor Gleivison (PMDB) citou ainda uma colega de profissão que caiu em uma das ruas em obras.
A comerciante Fabiana, que andava apressada pela via dos carros na rua Duque de Caxias, conta um caso semelhante. “Uma vez, vim com minha irmã e ela tropeçou e quase caiu. Idoso dá problema, porque é mais frágil. Faz um tempão que está assim. Arrumaram pela metade. Aí ando pela rua”.
Para a sebastianense Ana Maria, que também costuma transitar pelo local, cabe aos parlamentares cobrar que as obras sejam concluídas. “A gente coloca eles lá dentro pra fazer isso, fiscalizar. Eles que são os culpados”, opina.
A prefeitura explica que os recalques que aparecem em algumas vias mesmo depois da obra finalizada ocorrem por situações pontuais. “Queda de guia, por exemplo, é geralmente causada por caminhões de descarga que acabam subindo em cima das calçadas e desta forma causam prejuízo não apenas para o município, mas também para os usuários do local”, diz a assessoria.
“Outro problema já detectado pela administração, e que já está sendo corrigido, são instalações de calhas em algum imóveis que despejam a água diretamente na rua causando infiltração no solo e afundamento dos bloquetes. Além disso, há ainda as intervenções da rede de água e esgoto da Sabesp que por vezes acabam contribuindo para a movimentação do solo”, completa.
A administração justifica ainda que essas manutenções dão a “impressão de que a obra não está sendo realizada satisfatoriamente”.
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