Mortos no CDP tinham envolvimento com homicídio de menina de 7 anos

Pai da menina era acusado de ser o mandante do crime e estava no Putim

Escrito por: Idelter Xavier2 min de leitura
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Identidade dos presos mortos foi divulgaga pela SAP na manhã desta sexta-feira

Flavio Pereira/Meon

Os dois detentos mortos durante a rebelião no CDP (Centro de Detenção Provisória) do Putim, em São José dos Campos, nesta quinta-feira (26) tinham envolvimento com a morte de uma menina de 7 anos. Um deles era o pai da menina, preso por ser o mandante do crime.

Os corpos foram encontrados após o fim da rebelião, que durou mais de dez horas, pelo GIR (Grupo de Intervenção Rápida). Os presos arrancaram as grades de todas as celas do presídio durante o motim. Os detentos provavelmente foram mortos enforcados.

Os mortos ficavam em cela separada, chamada ‘seguro’, destinada para detentos que respondem por crimes graves, como estupros e assassinatos. A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) informou a identidade dos dois presos mortos na manhã desta sexta-feira (27).

Nota da SAP
A Secretaria da Administração Penitenciária informa que está sendo feito um balanço dos danos causados pelo motim de ontem, 26, no Centro de Detenção Provisória de São José dos Campos.

Foram encontrados os corpos de dois presos: Gabriel de Figueiredo Cury e Huilis Aparecido Ramos da Silva. Ambos estavam no setor de seguro da unidade, onde ficam aqueles que têm grande rejeição da população carcerária.

 A Secretaria da Administração Penitenciária está apurando a fim de identificar os autores do motim e das mortes, que serão internados em regime disciplinar diferenciado.

Relembre o caso
Uma menina de 7 anos foi morta a tiros na noite do dia 19 de março após criminosos roubarem uma lanchonete, no bairro Novo Amanhecer, em Jacareí.

Dois assaltantes invadiram o estabelecimento – que fica dentro da residência da família – por volta das 21h e anunciaram o assalto. Eles atiraram contra a criança e roubaram R$ 7.

Dois suspeitos foram presos e disseram que o pai da menina seria o mandante do crime. Em depoimento, o mesmo confirmou que havia contratado a dupla para assustar a ex-mulher e que não tinha a intenção machucar a criança.

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