Motoristas e cobradores de ônibus iniciam paralisação em Jacareí
Segundo sindicato, apenas uma linha está operando na cidade


Segundo sindicato, apenas uma linha está operando na cidade
Divulgação
Os motoristas e cobradores que fazem o transporte público de Jacareí iniciaram na manhã desta quarta-feira (24), uma paralisação por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Condutores, apenas uma das 25 linhas da cidade está operando.
De acordo com o Sindicato dos Condutores, o motivo para a paralisação é que alguns veículos da frota estão operando apenas com a presença do motorista, que também atua como cobrador. O receio da categoria é que a medida resulte em demissões.
“Já tentaram fazer isso no ano passado, não teve acordo e tentaram colocar na surdina. Os trabalhadores estão descontentes com o caso e não aceitamos ônibus sem cobrador nesta cidade”, afirma o presidente da categoria, José Dailton de Faria.
Segundo o sindicato, cerca de 200 trabalhadores estão parados. “Apenas a linha 1 está operando devido a uma liminar. O restante da frota está parada e segue assim por tempo indeterminado até que prefeitura e empresa nos procure”, diz José Dailton de Faria.
A greve foi decidida em uma assembleia feita pelos trabalhadores na madrugada desta quarta-feira na garagem da JTU (Jacareí Transporte Urbano), responsável pelo transporte público na cidade.
Em nota, a JTU classificou a paralisação arbitrária e informou que a prefeitura implantou uma linha complementar para atender à população do Bairro Vila Branca, com operação através de micro-ônibus e sem cobrador, “levando em consideração dados estatísticos, implantação do sistema de bilhetagem eletrônica, equilíbrio econômico-financeiro do contrato, a menor complexidade da operação e atendimento ao interesse da coletividade”, diz um trecho.
“Graças a esta linha complementar, foi possível a criação de mais dois postos de trabalho. A empresa ainda oferece um trabalho de promoção aos seus funcionários, chamado ‘Novos Motoristas’, no qual cobradores poderão assumir o posto de motorista”, informa a empresa em outro trecho.
A JTU ainda entrou com uma ação de “Obrigação de não fazer”, onde o sindicato não pode paralisar a linha complementar. ” Esperamos que o serviço possa ser normalizado o mais rápido possível, amenizando os prejuízos não intencionais causados à população e aos demais trabalhadores”, conclui a nota.
Procurada, a prefeitura não retornou até o fechamento desta matéria.
Procuradas, a AVETP (Associação Valeparaibana de Transporte), que representa a JTU, e a prefeitura não retornaram até o fechamento desta matéria.
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