MP vai investigar ação policial no Guarujá

Foram oito mortes e dez suspeitos presos

Escrito por: Meon2 min de leitura
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Mario Sarrubbo, procurador-geral de Justiça, designou promotores de Justiça da Baixada Santista e do Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (Gaesp) para investigar a operação da Polícia Militar (PM) que deixou pelo menos oito mortos no Guarujá, no litoral paulista, desde o assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, que integrava a Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota).

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De acordo com o chefe do Ministério Público de São Paulo o trabalho conjunto deve esclarecer se “as forças de segurança cometeram delitos na resposta à morte do policial” e também investigar o assassinato do soldado da Rota.

Foram oito pessoas mortas.

Casado e pai de um filho de 3 anos, Campeão de jiu-jitsu, o soldado Patrick Reis foi assassinado quando fazia patrulhamento com mais três PMs, em uma viatura nas imediações da favela Vila Zila, no Guarujá, na noite de quinta-feira (27). Dez suspeitos foram presos. Entre eles, Erickson David da Silva, de 28 anos, foi acusado de ser o autor do disparo que matou o PM da Rota.

Nesta segunda-feira (31), um grupo formado por representantes da Ouvidoria das Polícias, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) anunciou que pretende ir ao litoral para apurar as circunstâncias das mortes de suspeitos. Moradores da comunidade relataram casos de tortura e ameaças de policiais durante a operação.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, conhecida como Comissão Arns, divulgou uma nota pública manifestando “profunda preocupação” com a Operação Escudo, desencadeada após a morte do PM da Rota, por causa do “elevado número de mortes de ‘suspeitos’ na ação.

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