Mulheres são destaque na área de pesquisa científica
Em uma cidade com grande apelo para o desenvolvimento de tecnologia, profissionais e pesquisadoras mulheres têm destacado-se à frente de importantes trabalhos de pesquisa. Seja dentro da universidade, seja em uma empresa multinacional, elas mostram o seu valor em um território no qual as cobranças por resultado são extremas.


Pesquisadora Cristina Vendruscolo
Divulgação
Em uma cidade com grande apelo para o desenvolvimento de tecnologia, pesquisadoras mulheres têm se destacado à frente de importantes estudos. Seja dentro da universidade, seja em uma empresa multinacional, elas mostram o seu valor em um território onde as cobranças por resultado são extremas.
Nos laboratórios da Johnson, em São José dos Campos, a rotina da farmacêutica Cristina Vendruscolo, exige precisão e muito conhecimento técnico para desenvolver produtos inovadores em um ambiente competitivo.
Responsável pelas novas tecnologias na área de protetores solares, a profissional ocupa o posto de Principal Scientist (Cientista Principal). Junto com mais duas pesquisadoras, ela trabalha com tecnologia avançada para entregar produtos inovadores.
“O maior desafio é lutar contra o tempo. A exigência por fórmulas inovadoras é bastante grande. Para dar resultado, precisamos aliar a tecnologia com a necessidade de mercado para que o consumidor final seja plenamente atendido”, conta.
De acordo com ela, sua principal função é tornar possível o sonho de consumo dos compradores. “É preciso usar os conhecimentos científicos para se chegar onde o consumidor quer. Produtos mais eficazes, que não deixam a pele oleosa, ou que conseguem concentrar vitamina C, são alguns dos exemplos”, afirma.
Academia
No campo acadêmico, as mulheres também marcam presença quando o assunto é pesquisa de alta tecnologia. A Univap (Universidade do Vale do Paraiba), por exemplo, conta com 30 mulheres entre a equipe de pesquisadores.
O IP&D (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento), prédio que abriga as pesquisas científicas da universidade, é inclusive dirigido por uma mulher, a professora Sandra Costa.
A pesquisadora aponta que atualmente a universidade conta com mulheres à frente de estudos em áreas como Planejamento Urbano, Física e Astronomia. Juntas, elas somam quase a metade dos 67 profissionais que atuam no prédio.
Ela destaca que a área tem atraído pesquisadoras cada vez mais jovens. ” Temos pesquisadoras muito novas aqui no nosso Instituto, com 28, 30 anos de idade que desenvolvem projetos com financiamento FAPESP de até R$ 200 mil”.
Multitarefa
Outra pesquisadora da Univap, a professora Lucia Vieira Santos, afirma que, como em todas as áreas, o desafio da mulher que trabalha como cientista é conciliar as tarefas.
“É preciso equilíbrio entre ser mãe, esposa, professora e pesquisadora. Essas tarefas ocupam meus dias e noites”, ressalta.
Posts Relacionados

Dutra e Rio-Santos passam por recapeamento após fortes chuvas na região; veja datas e locais

São José disponibiliza cadastro facial para entrada no Estádio Martins Pereira

Vale Rodeio Show deve atrair mais de 100 mil pessoas em São José
