Na RMVale, 12 cidades têm problemas graves para combater o crack
Das 39 cidades da RMVale, 12 declararam ter problemas graves para combater o crack. Os dados, divulgados nesta semana pelo Observatório do Crack, mantido pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), fazem parte de uma pesquisa autodeclarativa com prefeituras de todo o país.

Das 39 cidades da RMVale, 12 declararam ter problemas graves para combater o crack. Os dados, divulgados nesta semana pelo Observatório do Crack, mantido pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), fazem parte de uma pesquisa autodeclarativa com prefeituras de todo o país.
Estâncias turísticas como Campos do Jordão, Cunha e Ilhabela têm situação crítica
O resultado do levantamento confirma uma tendência em todo o estado: o crack se expandiu dos grandes centros urbanos para cidades do interior. Na região, declararam estado crítico Caçapava, Santa Branca, Taubaté, Pindamonhangaba, Aparecida, Lorena, Potim, Cunha, Guaratinguetá, Caraguatatuba, Ilhabela e Campos do Jordão.
De acordo com a psicóloga e pesquisadora em dependência química, Luciane Ogato, de Taubaté, os dados traduzem uma mudança no perfil do usuário.
“Quando a droga surgiu, tínhamos um quadro que apresentava uma maioria de homens, desempregados, com pouca instrução e morador dos grandes centros. Hoje temos uma realidade bem diferente. A incidência de mulheres aumentou consideravelmente e a droga difundiu-se para as cidades menores”, afirma.
Com o aumento do uso, alguns efeitos secundários para a saúde dos viciados também começaram a aparecer. Se a droga é um problema de saúde pública, junto com ela problemas como a incidência de Sífilis, HIV e Hepatite C tornam-se consequências dessa epidemia.
“A prostituição para conseguir adquirir a droga acabou se transformando em uma prática comum entre os viciados. O aumento das doenças sexualmente transmissíveis é um subproduto deste comportamento”, afirma.
Regional
Além dos 12 municípios com situação grave, nove cidades na região declararam ter problemas médios com a droga (Igaratá, Natividade da Serra, Tremembé, Cachoeira Paulista, Lavrinhas, Bananal, Queluz, Silveiras e São Sebastião) e outras nove, problemas considerados baixos (São José dos Campos, Monteiro Lobato, Paraibuna, São Luiz do Paraitinga, Santo Antonio do Pinhal, Redenção da Serra, Arapeí, Areias e São José do Barreiro).
As prefeituras de Jacareí, Jambeiro, São Bento do Sapucaí, Lagoinha, Piquete, Canas, Roseira, Cruzeiro e Ubatuba não responderam o questionário, que utiliza o mesmo critério autodeclarativo do Censo do IBGE.
Estado
Considerando todas as cidades do estado de São Paulo, a porcentagem de gestores que declararam situação crítica é a mesma da RMVale, aproximadamente 30% dos 645 municípios.
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