Na RMVale, internautas ignoram lista do Procon em compras pela internet
Apesar do Procon disponibilizar desde novembro do ano passado uma lista negra do comércio virtual, ainda é difícil encontrar consumidores da RMVale que consultem a ferramenta antes de realizar compras na internet. A lista é um serviço que indica as empresas campeãs de reclamações no órgão por suas vendas na internet.


Redes sociais e avaliadores de sites não são suficientes para evitar golpe
Divulgação
Apesar do Procon disponibilizar desde novembro do ano passado uma lista negra do comércio virtual, ainda é difícil encontrar consumidores da RMVale que consultem a ferramenta antes de realizar compras na internet. A lista é um serviço que indica as empresas campeãs de reclamações no órgão por suas vendas na internet.
O apelo pelo consumo rápido no universo virtual é uma das razões pelas quais ainda hoje as pessoas não busquem por sites confiáveis antes de realizar suas compras. De acordo com a assistente técnica do Procon-SP, Fátima Lemos, é preciso ter cuidado com essa rapidez toda.
“É preciso ler com atenção a descrição do produto, a procedência e impostos em casos de empresas internacionais. Também temos sites nacionais que vendem importados e isso pode ser taxado, o consumidor precisa buscar a compra na receita, o prazo de entrega é demorado e isso gera muitas reclamações, ou seja, os mesmos cuidados da compra física precisam estar presentes na compra da internet”, afirma.
A engenheira ambiental, Fabiana Camargo Machado, de Taubaté, foi uma das vítimas das empresas que não entregam o que oferecem no comércio virtual. Fabiana procurou um modelo de celular em um portal de compras conhecido por encontrar o melhor preço para um produto na internet. No endereço indicado, o aparelho que custa R$ 400 era vendido por R$ 200.
Fabiana então efetuou a compra por boleto bancário e pagou à vista. Entretanto, a engenheira nunca recebeu o aparelho. Com o prejuízo, foi até o Procon, mas como o endereço da loja era falso, muito pouco pôde ser feito.
“O que chamou a atenção é que consultei a avaliação do site no próprio portal de compras. Lá afirmava que os internautas estavam satisfeitos com o serviço oferecido. Quando liguei para reclamar do prazo de entrega, eles me disseram que o produto já estava na transportadora. A partir da segunda ligação já passaram a não me atender”, afirma.
Para o advogado Rodrigo Canellas, vice-presidente da OAB de São José e especialista em direito do consumidor, o caso da engenheira é um exemplo de que não basta apenas consultar a avaliação das empresas no portal. O ideal, segundo ele, é verificar na lista do Procon ou no site Reclame Aqui.
“Não dá para se pautar só pela avaliação nos portais ou nas redes sociais. O importante é levantar a procedência do site da compra, verificar se é um site de segurança, se existe reclamações de cadastro negativo no Procon e consultar o Reclame Aqui para ver se o site tem incidências de reclamações ou não”, afirma.
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