Nanossatélite do ITA de São José dos Campos é declarado inoperante
Cubesat foi desenvolvido por alunos do curso de engenharia do instituto


Cubesat foi desenvolvido por alunos do curso de engenharia do instituto
Divulgação/ITA
Após várias tentativas sem sucesso de acionar os equipamentos do cubesat AESP-14, o coordenador do projeto do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), engenheiro Pedro Teixeira Lacava, informou a AEB (Agência Espacial Brasileira) que o satélite de pequeno porte está inoperante.
Segundo relatório de Lacava, a falha do cubesat está relacionada a não abertura da antena de transmissão de telemetria, que deveria ocorrer 30 minutos após seu lançamento da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), no último dia 5 de fevereiro.
De acordo com o engenheiro, o sistema estava programado para sucessivas tentativas, até que houvesse o esgotamento da bateria para esta ação num prazo estimado de quinze dias.
A não abertura da antena é tida como uma fatalidade uma vez que o sistema foi testado e habilitado para voo por não ter apresentado falha nos ensaios realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP).
Apesar da falha, a equipe integrante do projeto avalia que no seu todo ele foi cumprido, pois o objetivo traçado, que era de projetar, construir, testar, certificar e lançar um artefato espacial foi alcançado.
O projeto do AESP-14, apoiado técnica e financeiramente pela AEB, teve como objetivo por em prática o conhecimento adquirido pelos alunos do curso de engenharia aeroespacial do ITA, meta que foi atingida.
O nanossatélite AESP-14 teve investimento de R$ 400 mil e foi lançado pelo lançador Falcon 9 no dia 10 de janeiro a bordo da cápsula Dragon, juntamente com mais de 250 experimentos científicos e suprimento para a Estação Espacial Internacional.
Cubesat
Projetado, manufaturado e integrado por alunos de graduação e pós-graduação do ITA, o AESP-14 é um satélite padrão cubesat com dimensões de 10 centímetros de aresta. O projeto também teve apoio financeiro do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico) e apoio institucional do ITA e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O objetivo do projeto é ensinar engenharia de sistemas para alunos de graduação e pós-graduação utilizando como caso de estudo um projeto de missão espacial real, no caso um cubesat.
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