Nova intervenção em piso da rodoviária faz empresa mudar ponto de ônibus

Inaugurada em março deste ano, a nova rodoviária de São Sebastião passa novamente por reparos, especificamente, no piso das plataformas dos ônibus da empresa Ecobus, que se dirigem à Costa Sul do município.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Asfalto próximo da rodoviária, inaugurada em março, passa por reparos

Jorge Mesquita/Imprensa Livre



Inaugurada em março deste ano, a nova rodoviária de São Sebastião passa novamente por reparos, especificamente, no piso das plataformas dos ônibus da empresa Ecobus, que se dirigem à Costa Sul do município.

O embarque e o desembarque de passageiros têm sido feitos na rua lateral da rodoviária, a Minas Gerais. Apesar da empresa informar que o prazo para a retomada dos serviços no local de origem se daria no início desta semana, quem passa pelo local percebe que a obra não aparenta estar próxima do fim. Passageiros relatam problemas relacionados à situação dos sanitários e falta de informação.

O piso das plataformas dos ônibus intermunicipais também apresenta desníveis, mas segue recebendo os veículos, inclusive o circular entre São Sebastião e Caraguatatuba, que operava na plataforma interditada, pela Litorânea, uma das poucas empresas com guichê no local.

O guichê da Ecobus, por exemplo, previsto para o final do mês de maio, também ainda não entrou em operação –o novo prazo divulgado pela empresa é para o final deste mês. No local, vão ser oferecidos os mesmos serviços existentes no Centro da cidade (guichê da Avenida Guarda Mor Lobo Viana), tais como venda de passagens, cadastro de gratuidades (passe escolar), informações sobre horários de ônibus. Está previsto também para operação no guichê da empresa na rodoviária o cadastro para bilhetagem eletrônica (quando foi iniciada a implantação).

Com um total de 2.500 metros quadrados de área construída, a nova rodoviária demandou cerca de R$ 5,5 milhões, com verba do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade), vinculado ao governo do Estado, e contrapartida do município. A obra durou cerca de um ano e meio para ser oficialmente entregue à comunidade.

No entanto, passageiros que pediram para ter suas identidades não reveladas, reclamam da situação dos sanitários. Pessoas que trabalham próximo ao local ou que precisam se deslocar para outros municípios com frequência alegam falta de itens básicos, como papel higiênico, toalhas de papel e sabonete líquido nos sanitários. “Às vezes nem material de limpeza tem; os funcionários ficam sentados nos bancos sem ter o que fazer. A situação está bem precária”.

“Fui usar o banheiro de dia e não tinha papel em nenhum deles, não sei o masculino, mas não tinha nem sabonete, nem papel para secar as mãos”, disse uma moradora, que também se queixou do serviço de informações presente no local. “Outro dia precisei do serviço e o guarda estava no andar de cima mexendo no celular e ficou por lá por meia hora, desisti e fui embora”, completou.

Ainda de acordo com passageiros, a partir da meia-noite, os sanitários são fechados por medida de segurança, e reabertos por volta das 5h da manhã. “Quando precisamos usar, pedimos a chave a um dos guardas”.

Um funcionário lamentou a falta de lanchonetes no local, que dispõe apenas de um guichê ocupado por uma espécie de bomboniere. “Os passageiros chegam famintos e a gente que trabalha por aqui também precisa de algum lugar para comer, mas ainda não tem nada no andar de cima”, disse.

A reportagem também entrou em contato com a prefeitura de São Sebastião para saber das intervenções feitas no piso e demais reparos realizados no local, bem como sobre a instalação de telefones públicos, inclusive para pessoas com deficiência, e os pontos comerciais anunciados para o primeiro andar do prédio, na última sexta-feira. No entanto, até o fechamento desta matéria, a redação não recebeu qualquer resposta.

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