Nova meta do Gacc de São José dos Campos é ampliar o índice de cura

Instituição é referência regional no atendimento do câncer infantojuvenil

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Instituição é referência regional no atendimento do câncer infantojuvenil

Flavio Pereira/Meon

A nova meta do Gacc (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), de São José dos Campos, é ampliar o atual índice de cura que chega a 71% dos casos. Para isso, a instituição -que é especializada no atendimento do câncer infantojuvenil e referência regional em internação e UTI- precisa continuar estimulando o diagnóstico inicial.

Atualmente, o tempo para o primeiro atendimento no hospital após solicitação de encaminhamento dos pacientes -entre 0 e 19 anos incompletos que apresentem qualquer suspeita diagnóstica, sendo que 70% são do SUS (Sistema Único de Saúde) e cerca de 30% possuem convênios médicos diversos- é de até 24 horas para 72% dos casos, até 72 horas para 12% e até 7 dias para 16%.

“Não existe fila de espera para a realização dos atendimentos e exames, sendo que disponibilizamos os resultados dos mesmos entre 24 horas à 10 dias, em média, sendo este tempo maior para os exames moleculares que são mais complexos”, conta a presidente do Gacc, Rosemary Sanz.

“O Gacc realiza diversos Programas voltados para a ampliação dos índices de cura, entre eles, o Programa Diagnostico Precoce; Programa de Confirmação Diagnóstica Diferencial; Programa de Qualidade do Tratamento; e o Programa de Integralidade e Multidisciplinaridade na Assistência”, explica Rosemary.

Os serviços de saúde da rede pública e particular podem encaminhar para o Hospital Gacc, crianças e jovens entre 0 e 19 anos incompletos, apenas com a suspeita oncológica, sem a necessidade de ter realizado nenhum exames específico. O paciente é atendido em tempo ágil e curto, pela equipe de oncologistas pediátricos que garante o necessário para diagnosticar e estadiar o câncer -determinar a extensão da doença.

“A determinação do tipo de câncer e seu detalhamento requer tecnologia diagnóstica específica e sofisticada, contemplando uma série de exames de alta complexidade que devem ser feitos com urgência, e que são viabilizados através do Departamento de Assistência Social do CTFM/Gacc (Centro de Tratamento Infanto Juvenil). Para a confirmação diagnóstica diferencial, aplicamos os mais modernos protocolos nacionais e internacionais, que buscam dados fundamentais e confiáveis a respeito da doença e que determinarão o tratamento”, conta Rosemary.

Atualmente, o Gacc atende cerca de 500 crianças e adolescentes da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) e sul de Minas Gerais. “Hoje, cerca de 30% dos gastos mensais são custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), outros 20% por convênios particulares e o restante de doações”, diz Rosemary.

Um ano após a crise que quase fechou as portas do hospital do Gacc, Rosemary afirma que um dos maiores desafios ainda é continuar arrecadando doações financeiras regulares junto a pessoas físicas e empresas, que podem se tornar mantenedoras.

“O que pode impedir o aumento do índice de cura é a falta de recursos financeiros que possam garantir a continuidade da oferta de tudo o que cada paciente precisa, em cada fase do cuidado clínico-hospitalar e psico-sócio-educacional, sem nenhum tipo de espera, dentro dos mais avançados esquemas de tratamento oncológico infantojuvenil, sempre incorporando as tecnologias existentes mais avançadas e que são de altíssimo custo”, conclui Rosemary.

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