Novo Pronto-Socorro é alvo de reclamações em Guaratinguetá
Com menos de um mês de funcionamento, usuários se queixam de mau atendimento e espaço apertado

Desde o dia 1°, a população de Guaratinguetá vem usufruindo das instalações do novo Pronto-Socorro que fica anexo ao Hospital Frei Galvão. A nova unidade foi totalmente reformada e adaptada com investimentos próprios do Hospital Frei Galvão no valor de R$ 1,2 milhão.
Mas, com pouco mais de duas semanas em funcionamento, alguns usuários mostram que estão descontentes com o atendimento realizado na unidade. As principais reclamações são sobre o ambiente muito gelado, pequena área para atendimento, a proibição da entrada de acompanhantes e hostilidade de seguranças.
A moradora Patrícia Fonseca, afirmou que ficou mais de nove horas esperando para ser atendida e que o acompanhante teve que esperar do lado de fora. “O local está muito bonito, mas não possui qualidade de serviço, a equipe de funcionários é muito ruim e há uma demora grande no atendimento devido ao pequeno espaço físico que comporta o Pronto-Socorro.”
Outra usuária, Talmira Silva, reclamou que o ar condicionado do ambiente está com a temperatura muito baixa, e ainda disse que há uma demora muito grande para tomar soro, pois o local disponibilizado para este atendimento é muito pequeno. “O ar condicionado está congelando, há pessoas idosas no local que estão sofrendo com a temperatura. Outra coisa, quando é preciso ficar no espaço para ser medicado, não há possibilidade de levar um acompanhante, pois não há espaço”.
Outro lado
A secretária de Saúde, Maria Goret Brígido, explicou que a pasta tem recebido as reivindicações da população e já está tomando providências. Ela afirmou que, sobre a temperatura do ar condicionado, já foi feito um pedido para a Administração do Pronto Socorro ver a possibilidade de deixar o ar em uma temperatura mais amena. Sobre o acolhimento feito na sala de recepção, há conversas para que seja contratada uma pessoa para melhor atender os pacientes.
“É preciso que haja uma pessoa que tenha o perfil adequado para receber as pessoas, pois sabemos da necessidade que elas têm de serem bem atendidas no momento de estresse com a doença. Ficamos sabendo que os seguranças tem sido um pouco hostis, eles ainda não tiveram este treinamento para um fluxo muito grande de pessoas, isso não é prerrogativa do segurança, é preciso uma pessoa para que faça este atendimento”, explicou.
Sobre o pequeno espaço para a medicação, a secretária contou que está sendo visto a possibilidade de aumentar o espaço físico para que seja implantada uma sala para reidratação. “Estamos pensando também em colocar assentos para os acompanhantes, para eles não ficarem de pé, ou do lado de fora. Estamos ouvindo as reclamações e queremos deixar o Pronto-Socorro redondo para atender com qualidade os usuários. É um período de adequações e o nosso objetivo é atender com excelência a população.”
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