Parceira por trás do BRT auxilia Prefeitura de S. José na gestão de projetos de mobilidade urbana
Recentes programas de mobilidade urbana da Prefeitura de São José dos Campos, como o BRT (sigla em inglês para Ônibus de Trânsito Rápido), corredores de ônibus e adoção do bilhete único têm, em comum, a assessoria técnica da ONG Embarq, cuja sede no Brasil fica em Porto Alegre (RS).


Convênio com organização vai até 2017 e prevê apoio técnico em transporte público
Flávio Pereira/Meon
Recentes programas de mobilidade urbana da Prefeitura de São José dos Campos, como o BRT (sigla em inglês para Ônibus de Trânsito Rápido), corredores de ônibus e adoção do bilhete único têm, em comum, a assessoria técnica da Embarq, organização internacional cuja sede no Brasil fica em Porto Alegre (RS).
Desde que assinou um convênio de cooperação técnica com a Secretaria de Transportes, a entidade é uma das principais colaboradoras para soluções que envolvem transportes públicos na cidade. A organização, que é braço brasileiro de uma fundação internacional, oferece auxílio técnico em aspectos como acessibilidade e segurança viária aos projetos.
Entretanto, de acordo com a diretora de projetos e operações da Embarq, Daniela Facchini, a principal atuação da entidade é mesmo na gestão. Com experiência na implementação de projetos de mobilidade urbana em diferentes países, a Embarq auxilia a pasta na alocação de recursos internos e no alinhamento entre as secretarias.
“Nossa atuação acontece principalmente com os gestores. Na maioria das vezes o que se vê é uma boa vontade em trazer um projeto de mobilidade urbana, mas que não se concretiza em melhorias por falta de conhecimento no assunto. É exatamente o que oferecemos aos governos com os quais cooperamos, pois não adianta fazer um belo plano e não conseguir tirar nada do papel”, afirma.
BRT
A mudança do modelo de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para um projeto de BRT, que em São José já ganhou o nome de Mobi, de acordo com Daniela, foi a primeira grande ação da organização junto à prefeitura. Na verdade, a mudança de projeto foi uma condição para que a Embarq assinasse o termo de cooperação com a administração.
“Foi um grande passo do início de nossa cooperação. Sugerimos à administração de que o BRT é uma opção que atenderá um número muito maior de pessoas com praticamente o mesmo curto. Foi aí que começamos a estreitar os laços com a cidade, quando percebemos que há um interesse mútuo de que as ações deem certo”, acrescenta.
Resultados
De acordo com Daniela, os investimentos que mantêm a Embarq funcionando vêm de patrocinadores internacionais, empresas que cobram resultados das parcerias firmadas com a organização. A mesma situação se aplica a São José.
“Costumo dizer que, apesar de não cobrarmos em dinheiro pela cooperação, cobramos os resultados. É isso que precisamos apresentar aos nossos patrocinadores. Se a parceria com a prefeitura começa a atrasar projetos, nossos recursos são cortados ou revertidos para novas iniciativas”, explica.
O contrato assinado com a prefeitura tem duração de quatro anos. De acordo com a Secretaria de Transportes, a Embarq não cumpre uma agenda pré-determinada, os contatos acontecem de acordo com as necessidades de ambas as partes.
Atualmente a entidade realiza seminários e palestras na cidade dentro dos dois programas que desenvolve no município: “A caminho do plano de mobilidade” e “Do Pac ao Plano”.
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