Operação do MP prende advogada de Tremembé suspeita de integrar o PCC

Investigação aponta 41 advogados que atuam junto com a facção criminosa

Escrito por: Marcus Alvarenga2 min de leitura
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Advogada de Tremembé é investigada por integrar célula dentro do PCC

Will Dias

A ‘Operação Ethos’, realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e a Polícia Civil, cumpriu o mandado de prisão de 41 advogados suspeitos de integrarem uma célula criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital), pela manhã desta terça-feira (22), em diversas cidades do Estado de São Paulo. Na RMVale, uma advogada da subseção de Tremembé foi presa em Taubaté.

Segundo a equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São José dos Campos, que deu apoio aos promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), por volta das 6h, a mulher foi encontrada em uma residência de Taubaté e foi encaminhada para a delegacia em São José, onde prestou esclarecimentos.

Toda a operação foi acompanhada pela presidentes das subseções da OAB de São José dos Campos, Rodrigo de Moraes Canelas; e de Tremembé, Luiz Carlos de Oliveira. Segundo Canelas, a mulher alegava desconhecer os motivos pela qual estava sendo presa. “Nós acompanhamos a prisão e a fase de interrogatório, onde ela explicou que não conhecia os fatos por qual estava sendo presa e negava as denúncias apresentadas pelos investigadores. A advogada foi detida em Taubaté e encaminhada para a delegacia de São José, mas ela é inscrita na subseção de Tremembé. Após todo a operação, a detida foi levada para a Penitenciária de Presidente Venceslau”, relata o presidente da OaB de São José.

Todos os advogados investigados são citados como integrantes da célula “R”, que compõe a maior organização criminosa do Estado de São Paulo. A investigação policial sobre a “R” teve início em meados de 2015, identificando 55 envolvidos, dos quais 41 estariam em liberdade e trabalhando em contribuição ao PCC. As outras 14 pessoas foram identificadas como os líderes da facção e estariam dentro de presídios do Sistema Penitenciário Paulista.

O Ministério Público informou por meio de nota que entre os advogados presos está o vice-presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana). A investigação aponta que o conselheiro recebeu R$ 130 mil do PCC “com a finalidade de desestabilizar a Segurança Pública do Estado por meio de ‘falsas denúncias’ perante organismos de proteção dos Direitos Humanos”.

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